quinta-feira, 24 novembro, 2011 11:22
Globelezas
e Belo Monte
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ilustração |
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Belo
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Hiram
Reis e Silva
A conclusão,
óbvia, é que a Amazônia precisa ser
internacionalizada para evitar que utilizemos os cursos
de água daquela bacia hidrográfica para produzir
energia e proporcionar o desenvolvimento daquela região
em nosso benefício exclusivo. Então, para
começar, é urgente impedir a construção
das hidrelétricas, enviando seguidas delegações
de notáveis que se prestem a fazer o ridículo
papel de defensores de etnias das quais mal conhecem a designação
correta e certamente desconhecem a localização
das aldeias (alguns acreditam que se trata de remanescentes
de tribos astecas…). - Antonio Delfim Neto - Revista
Carta Capital
As inúmeras manifestações
de personalidades tanto estrangeiras como nacionais e de
alienados artistas globais sobre a construção
da Hidrelétrica de Belo Monte fizeram minha mente
madrugar no passado. No longínquo pretérito,
o escritor Gastão Cruls dissertava sobre a região
sem nuca tê-la conhecido pessoalmente baseando-se
apenas em relatos e vivências de outros pesquisadores.
Veja: http://www.youtube.com/watch?v=TWWwfL66MPs
A Amazônia que eu vi
O escritor Gastão Cruls procurava retratar, nas suas
obras, a vida brasileira, em especial a realidade Amazônica.
Seu romance “A Amazônia Misteriosa” e
a “Hiléia Amazônica” tinham como
cenário a Região Norte do país, ainda
desconhecida pessoalmente pelo autor. Em 1928, porém,
Cruls resolveu conhecê-la acompanhando a expedição
do General Rondon, que subiu o Rio Cuminá até
os campos do Tumucumaque, nos idos de 1928 e 1929, e que
resultou no épico “A Amazônia que eu
vi”. Os relatos em forma de diário são
ricos e encantadores, trazem à baila o conhecimento
nativo e retratam a beleza da Hiléia captada pela
retina, retratada fielmente pela pena do inspirado escritor
como nenhum pesquisador ou naturalista estrangeiro teve
a capacidade de fazer antes dele. Gastão precisou
vê-la “in loco” para captar sua essência,
sua magia, suas carências, seus mistérios e
suas riquezas.
Uma Hidrelétrica de “Fio D’água”
Belo Monte foi planejada para gerar no pico cerca de 11
mil MW e como energia firme, média, cerca de 4 mil
MW. Esta diferença visa gerar energia de forma constante
com baixa impacto socioambiental e com a menor área
alagada possível, que é o reservatório
com 516 km2. Belo Monte é uma hidrelétrica
de “fio d’água”, porque a produção
de energia é proporcional à vazão natural
do rio.
Veja: http://www.youtube.com/watch?v=Yb1WaWOw11c&feature=player_embedded#!
Belo Monte e os Covardes “Inocentes Úteis”
Em fevereiro de 1989, o então presidente da Eletronorte,
José Antônio Muniz Lopes, ganhou destaque internacional
ao ser ameaçado com um facão pela índia
kaiapó Tuíra no “I Encontro dos Povos
Indígenas do Xingu”, em Altamira. A imagem
de Muniz Lopes com o facão no rosto ganhou destaque
internacional e fez com que o Banco Mundial (BIRD), pressionado
pelas Organizações Ambientalistas Internacionais,
retirasse seu apoio financeiro ao projeto.
Em maio de 2008, o engenheiro da Eletrobrás Paulo
Fernando Rezende, coordenador dos estudos de inventário
da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, foi a Altamira,
convidado pelos organizadores do “Encontro Xingu Vivo
para Sempre” para apresentar os estudos que estão
sendo feitos sobre aproveitamento hidrelétrico de
Belo Monte. O encontro foi organizado pela Arquidiocese
de Altamira e teve a participação de aproximadamente
duas mil e quinhentas pessoas, entre representantes de populações
indígenas e ribeirinhas, movimentos sociais, organizações
da sociedade civil e pesquisadores que discutiram projetos
hidrelétricos e seus impactos na Bacia do Rio Xingu.
Esse engenheiro, ele chegou, foi, explicou muita coisa diferente,
muito mal. Ele agrediu os kayapós, ele agrediu o
pessoal ali no evento. Engenheiro falou coisa mal demais
e nós não entendeu. Eu peguei na camisa dele,
rasguei a camisa, eu sabendo que ele tava muito mal, falando
da FUNAI, falando nos índios, índio não
é assim, que temos que aceitar a barragem. Eu briguei,
tirei a camisa. (Ireô)
Após ter realizado sua apresentação
o engenheiro Rezende estava assistindo a exposição
do terceiro palestrante quando um grupo de índios
o puxou pela camisa e o derrubou no chão e começou
a golpeá-lo com bordunas e facões até
ser cortado por um deles.
Veja: http://www.youtube.com/watch?v=LqI944vpZQw
Belo Monte, a Energia do Futuro
A Região Amazônica precisa de energia limpa
e renovável com o menor custo para a sociedade para
seu desenvolvimento sustentável. O projeto da hidrelétrica
de Belo Monte é, sem dúvida, uma das melhores
opções para a ampliação do parque
energético brasileiro, pois além de ser capaz
de produzir grande quantidade de energia permitirá
a integração com o sistema elétrico
nacional reforçando a transferência de energia
entre as várias regiões aumentando a oferta
de energia e a segurança do sistema elétrico.
Os linhões que estão sendo construídos
para levar energia de Tucuruí até Manaus serão
aproveitados por Belo Monte, também, permitindo que
a bauxita extraída no Porto Trombetas e Juriti seja
processada, e em vez, de vendedores terceiro-mundistas de
matéria prima nos tornaremos exportadores de alumínio.
A energia propiciará mais conforto aos ribeirinhos,
mais eficiência aos hospitais e escolas, mais segurança,
mas isso não interessa aos talibazinhos verdes que
usam roupas de grife e são pagos por Organizações
que costumam rasgar ou tripudiar nosso pavilhão verde-amarelo.
Aqueles que condenam Belo Monte se deixam arrastar pelas
cantilenas das ONGs e missionários estrangeiros que
não tem interesse que suas ovelhas tenham acesso
à modernidade e tenham a oportunidade de melhorar
de vida e de se livrar de seu jugo.
Quebram-se Ovos para se fazer um Omelete
Felizmente o governo abandonou sua surrada cartilha ambientalista
e está construindo as tão necessárias
Hidrelétricas no Xingu, Madeira e planejando as do
Tapajós. Deixando de lado estes projetos o governo
estaria mergulhando o país na estagnação.
A falta de investimentos de toda ordem gerariam, sem dúvida,
a curto prazo o desemprego e o caos se instalaria. É
muito fácil condenar projetos de infra-estrutura
tão necessários quando se mora em regiões
mais desenvolvidas onde o acesso ao conforto e à
modernidade faz parte do dia-a-dia de todos. É preciso
conhecer a realidade da Amazônia e do Brasil para
não se entregar a movimentos hipócritas dos
que não se interessam pelo futuro de nossa gente
e de nossa nação. Aos abutres estrangeiros
interessa o engessamento da região para que em caso
de necessidade dela se sirvam como lhes aprouver, sem resistência
nem luta.
Livro
O livro “Desafiando o Rio–Mar – Descendo
o Solimões” está sendo comercializado,
em Porto Alegre, na Livraria EDIPUCRS – PUCRS, na
rede da Livraria Cultura (http://www.livrariacultura.com.br)
e na Livraria Dinamic – Colégio Militar de
Porto Alegre. Para visualizar, parcialmente, o livro acesse
o link:
http://books.google.com.br/books?id=6UV4DpCy_VYC&printsec=frontcover#v=onepage&q&f=false.
Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva | Professor do
Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)
Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br