Brasil
concentra 12% das lavouras transgênicas do mundo
quarta-feira, 11 fevereiro, 2009 20:02
Os agricultores brasileiros
cultivaram 15,8 milhões de hectares de lavouras geneticamente
modificadas (GM) em 2008, registrando um crescimento de
5,3% em relação a 2007, quando cultivou 15
milhões de hectares.
Com essa adoção,
o Brasil foi responsável por 12% das culturas transgênicas
plantadas no mundo no ano passado, além de se manter
na terceira posição do ranking dos maiores
produtores de transgênicos, atrás de Estados
Unidos (62,5 milhões de hectares) e Argentina (19,1
milhões).
Da área total
de transgênicos plantados no Brasil, 14 milhões
de hectares foram cultivados com soja; 1,4 milhão
dedicados às variedades de milho, liberadas para
comercialização no País em 2007 e 2008;
e 0,4 milhão destinado às lavouras de algodão.
A soja tolerante a herbicida
(TH), única variedade transgênica do grão
comercialmente liberada no País, alcançou
63,9% das lavouras brasileiras dedicadas à cultura.
Já as variedades GM de algodão e milho atingiram,
respectivamente, 19,7% e 10,6% de toda área destinada
a esses cultivos no Brasil.
Atualmente, o Brasil
permite o plantio comercial de dez variedades geneticamente
modificadas. Além da soja TH, o agricultor brasileiro
tem à sua disposição seis variedades
de milho e três de algodão. Nas duas culturas,
há variedades tolerantes a herbicidas e resistentes
a insetos aprovadas para cultivo e consumo.
Área
com transgênicos cresce 9,4% no mundo
A área global
de plantações geneticamente modificadas cresceu
10,7 milhões de hectares em 2008, ou 9,4% em relação
ao período anterior. Com o aumento, as lavouras transgênicas
alcançaram 125 milhões de hectares cultivados.
O número de países
que utilizaram biotecnologia em suas lavouras chegou a 25,
com o início do plantio de culturas GM na Bolívia,
no Egito e em Burkina Faso. Além desses, cultivaram
transgênicos os agricultores dos EUA, Argentina, Brasil,
Índia, Canadá, China, Paraguai, África
do Sul, Uruguai, Filipinas, Austrália, México,
Espanha, Chile, Colômbia, Honduras, República
Checa, Romênia, Portugal, Alemanha, Polônia
e Eslováquia.
Cenário
dos principais países produtores de transgênicos,
por continente
Américas –
Os Estados Unidos permanecem sólidos na liderança
mundial da produção de transgênicos,
com uma área plantada de 62,5 milhões de hectares,
o que equivale a exatamente 50% de todas as lavouras geneticamente
modificadas do mundo. Em 2008, os agricultores norte-americanos
cultivaram 4,8 milhões de hectares de transgênicos
a mais que em 2007, um aumento de 8,3%. A Argentina também
se manteve no topo em adoção de culturas geneticamente
modificadas, aumentando a área cultivada em 9,9%
ou 1,9 milhão de hectares em relação
ao ano anterior. Com 21 milhões de hectares de lavouras
GM, o país permanece atrás apenas dos Estados
Unidos. Já a Bolívia, que plantou transgênicos
pela primeira vez em 2008, ocupa a décima posição,
com 0,6 milhão de hectares de soja GM, superando
países como Filipinas, Austrália e México.
Ásia –
Mantendo a rápida adoção da tecnologia
verificada nos últimos três anos, a Índia
superou o Canadá e alcançou o quarto lugar
entre os países que mais plantaram transgênicos
em 2008. Com aumento de 22,5% em relação a
2007, produtores indianos plantaram 7,6 milhões de
hectares de algodão geneticamente modificado –
única cultura GM cultivada no país. Ao todo,
5 milhões de pequenos agricultores optaram pelas
sementes transgênicas na Índia no ano passado,
1,2 milhão a mais do que em 2007. Já a China
registrou um aumento de 8,5% em suas lavouras transgênicas,
atingindo 3,8 milhões de hectares cultivados. De
acordo com estudos conduzidos pelo Centro para Políticas
Agrícolas da China, agricultores chineses que adotaram
o algodão Bt aumentaram a produtividade média
de suas lavouras em 9,6% e reduziram o uso de herbicidas
em 60%. Esses benefícios proporcionaram uma renda
extra de US$ 220 por hectare.
África –
O continente passou a ter três países produtores
de transgênicos. Além da África do Sul,
que cultivou 1,8 milhão de hectares com sementes
geneticamente modificadas em 2008, Egito e Burkina Faso
plantaram pela primeira vez lavouras de milho e algodão
GM, respectivamente.
Europa – As lavouras
geneticamente modificadas na União Europeia saltaram
de 88,6 mil hectares em 2007 para 107,7 mil hectares no
ano passado, registrando um aumento de 21% ou de 19,1 mil
hectares. A Espanha permaneceu como o principal país
produtor de transgênicos do continente, seguida por
República Checa, Romênia, Portugal, Alemanha,
Polônia e Eslováquia.
Transgênicos
alcançam 670 aprovações nos cinco continentes
Nos 12 anos de plantio
e consumo dos transgênicos, entidades reguladoras
do mundo todo deram parecer positivo a 670 pedidos de autorização
para cultivo comercial e importação destinada
à alimentação humana e animal e à
liberação no meio ambiente. Essas aprovações
inseriram na agricultura mundial 144 eventos de 24 cultivares,
como milho, soja e algodão.
Entre os 55 países
que plantaram ou importaram variedades transgênicas
em 2008, o Japão lidera em quantidades de aprovações,
seguido por Estados Unidos, Canadá, México,
Coréia do Sul, Austrália, Filipinas e Nova
Zelândia.
O milho é a cultura
com mais eventos aprovados, totalizando 44. Em seguida,
estão o algodão (23), a canola (14) e a soja
(8), que tem uma variedade tolerante a herbicida autorizada
no maior número de países, 23 no total.
Variedades com
eventos combinados atingem 22% da área global de
transgênicos
As variedades com eventos
combinados, que reúnem mais de uma nova característica,
ocuparam 22% da área total plantada com culturas
GM em 2008, atingindo 26,9 milhões de hectares. Em
relação a 2007, a adoção desses
tipos de transgênicos avançou 23,3% ou 5,1
milhões de hectares.
Os agricultores americanos
foram os que mais cultivaram plantas com eventos combinados.
Dos 62,5 milhões de hectares destinados às
lavouras geneticamente modificadas nos Estados Unidos, 25,6
milhões ou 41% reuniam duas ou três novas características.
Além dos Estados
Unidos, outros nove países cultivaram essas variedades
no ano passado, sendo que sete entre os dez são nações
em desenvolvimento. Entre eles, estão: Canadá,
Filipinas, Austrália, México, África
do Sul, Honduras, Chile, Colômbia e Argentina.
Beterraba GM
alcança 59% de adoção em ano de seu
lançamento
A beterraba começa
a ganhar destaque entre as culturas transgênicas.
Pela primeira vez, em 2008, uma variedade da planta tolerante
a herbicida foi cultivada por agricultores norte-americanos,
atingindo em seu lançamento um índice de adoção
bastante expressivo.
Ao todo, a beterraba
geneticamente modificada alcançou 257 mil hectares
no ano passado, o correspondente a 59% dos 437 mil hectares
plantados com o cultivo nos Estados Unidos. Para 2009, a
expectativa é que a adoção da variedade
transgênica de beterraba chegue a 90% no país.
Mercado global
de transgênicos chega a US$ 7,5 bilhões
O valor global de mercado
dos produtos geneticamente modificados atingiu US$ 7,5 bilhões
em 2008, registrando um aumento de 8,7% em relação
a 2007. A informação é da consultoria
agrícola escocesa Cropnosis.
De acordo com o levantamento,
o valor alcançado pela biotecnologia agrícola
representa 14% dos US$ 52,7 bilhões do mercado mundial
de proteção aos cultivos agrícolas
verificados no ano passado.
A soma do valor global
de mercado dos produtos transgênicos conferidos nos
últimos 12 anos está estimada em US$ 49,8
bilhões. Já a expectativa para 2009 gira em
torno de US$ 8,3 bilhões.
Edelman
Brasil
www.edelman.com.br