domingo, 11 novembro, 2007 14:52
Com
tanta tecnologia, por que não estamos seguros?
|
|
| |
|
|
| |
ilustração |
|
| |
 |
|
| |
|
|
Para muitas pessoas estar em
casa é sinônimo de estar seguro, longe de violência
ou qualquer sinal de perigo, mas de acordo com os índices
da Secretaria de Segurança Pública do Estado
de São Paulo, essa não é uma realidade.
Ao contrário, o número de assaltos a condomínios
residenciais triplicou nos três primeiros meses de
2007 em comparação com o mesmo período
do ano passado.
Apesar do Estado investir quase
3% de seu PIB, ou seja, cerca de R$9,3 bilhões para
combater a criminalidade, moradores de casas e condomínios
fazem usos dos mais variados equipamentos eletrônicos
e muita tecnologia como biometria, circuitos de câmeras,
alarmes, luzes com sensores de presença, vidros blindados,
cerca elétrica entre outras possibilidades na tentativa
de se protegerem. Com tanta tecnologia, porque não
estamos seguros?
O problema pode estar no projeto
arquitetônico ou na construção do imóvel.
Isso porque, antes da realização de um projeto,
deve ser feito um estudo da região em que se pretende
construir o empreendimento para avaliar o impacto das variáveis
externas como índices de criminalidade, atuação
de quadrilhas, distância de postos policiais, rotas
de fuga, taxa de desemprego e até mesmo o isolamento
do local.
Apenas, após conhecer
os problemas externos é que é possível
definir estratégias e aplicar técnicas de
prevenção de crimes desde o anti-projeto,
ou seja, nos primeiros desenhos feitos antes da aprovação
da obra na prefeitura. Em parceria, os profissionais devem
analisar aspectos importantes que podem fazer toda a diferença
como vizinhança, perímetro, muros, paredes,
portas, janelas, vidros, blindagem, iluminação,
acessos de pedestres e de veículos, paisagismo, lay-out
externo e interno, visibilidade, guaritas, posicionamento
de vigilantes ou porteiros, além dos sistemas de
segurança: alarmes, câmeras, etc e a infra-estrutura
necessária.
Depois do imóvel pronto,
devem ser implantados também os procedimentos de
segurança integrados à tecnologia e recursos
humanos como vigilantes, moradores e funcionários,
etc. Porque, tão importante quanto a utilização
dos equipamentos eletrônicos de última geração
que podem ser encontrados facilmente pelos consumidores,
é planejar e construir um empreendimento mais seguro,
que dificulte e desestimule qualquer intenção
da marginalidade.
Hoje, a visão do mercado
é míope, ou seja, a segurança é
tratada, geralmente, na fase de acabamento da obra quando,
na verdade, deve ser enxergada como investimento e sinônimo
de qualidade de vida. Afinal, arquitetos e construtoras
podem contribuir para a prevenção de crimes
e ainda ter um diferencial competitivo em seus projetos,
aplicando-se esses conceitos e técnicas internacionais
com a assessoria de um especialista, ao invés de
comprar somente os sistemas.
David Fernandes, CPP é
diretor da Previne Security, empresa especializada em segurança
eletrônica e consultoria, é diretor do 1°
Portal do Gestor de Segurança Acadêmico. No
Brasil é o 28º brasileiro a receber o CPP -
Certified Protection Professional, maior certificação
internacional em segurança e que representa uma medida
objetiva do conhecimento e competência de um profissional
na área de gestão de segurança empresarial.
Em todo o mundo é o maior reconhecimento aos profissionais
da área.
Com Patrícia Casseano
/ Luana Bizzocchi | ImagePress