sexta-feira, 16 fevereiro, 2007 14:00
Coleta
seletiva de lixo
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Daniel
Nunes/Secom PMU |
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A grande quantidade de embalagens
na vida moderna, acarreta um grande problema para os aterros
sanitários, além de representar desperdício
de matéria prima, ou seja um duplo problema, já
que o material não pode ser vendido para reciclagem.
Há pouco mais de trinta
anos, as pessoas faziam compras na feira, no empório,
no bazar e conheciam os comerciantes pelo nome.
O saco de papel kraft e o jornal
embalavam praticamente tudo, até carne e peixes.
Arroz, feijão, verduras,
frutas, bolachas, óleo de cozinha e farinhas eram
vendidos à granel; açúcar e café
eram embalados em sacos de papel, sendo este último,
torrado na hora da compra. Leite, iogurte, creme de leite
e refrigerante, utilizavam garrafas de vidro; cada um levava
sua própria sacola ou carrinho para as compras e
o lixo, basicamente orgânico era depositado em latas,
deixadas nas portas das casas, para coleta de caminhão
ou carroça.
Entre o final da década
de 1960 e o início da de 1970, começaram a
aparecer os supermercados, os hipermercados e os shopping
centers e com eles um mundo de embalagens que não
existiam.
Nestas últimas décadas embalou-se de tudo
e o destino das embalagens continuou sendo o saco de lixo,
outra embalagem que nasceu na mesma época.
Acontece que embalagens são
produzidas a partir de matérias primas, que são
extraídas da natureza e consomem água e energia
elétrica. Não se trata de combate-las, mas
dar destino adequado a cada uma delas, permitindo que retornem
ao ciclo de produção, gerando economia e limpeza
e poupando os recursos naturais.
Sem dúvida as embalagens
facilitam a nossa vida e organizam as etapas de produção
e distribuição, além de garantir a
higiene e conservação dos produtos.
Nossa tarefa é consumir
com responsabilidade e garantir a continuidade da vida sobre
a Terra.
É importante observar
que nem todas as regiões do Brasil, possuem os meios
adequados para o reaproveitamento de todo tipo de embalagem.
Significa que ao entrarmos numa loja ou supermercado, devemos
estar atentos não só à qualidade e
preço, mas ao tipo de embalagem e qual pode ser seu
destino após o uso.
Existe tecnologia que permite
que um mesmo produto seja embalado de diversas formas, no
vidro, em latas, caixas de longa vida ou plásticos;
nosso trabalho consiste em consumir aquelas que minimizem
os impactos ambientais negativos, aliando a melhor relação
custo X benefício, ou seja, dentro de nosso orçamento.
Se o vidro, não pode ser
reaproveitado numa determinada região, prefira outro
tipo de embalagem e assim por diante.
Toda a embalagem tem um alto
custo no pré-consumo e muito baixo no pós-consumo.
Se uma determinada matéria prima tem pouco valor
e é muito consumida, vai acabar parando no lixo,
e daí para os aterros sanitários e lixões,
provocando sobrecarga nos mesmos e contribuindo para a proliferação
de vetores (roedores e insetos)
Diferentemente das matérias
orgânicas, as embalagens por conta da diversidade
de materiais empregados, tem tempo diferente de decomposição,
algumas como os compostos de borracha (luvas, esponjas sintéticas
e pneus) podem durar indefinidamente no meio-ambiente; o
vidro leva milhares de anos para se decompor, os plásticos
de 100 a 500 anos, o que provoca sobrecarga e encurtamento
da vida útil dos aterros sanitários, além
do risco de contaminação dos lençóis
freáticos.
Pedro
Reis
Leia
também:
http://www.cql.com.br/cresentes/cres_artigo.htm