Com
tanta tecnologia, por que não estamos seguros?

Para
muitas pessoas estar em casa é sinônimo de
estar seguro, longe de violência ou qualquer sinal
de perigo, mas de acordo com os índices da Secretaria
de Segurança Pública do Estado de São
Paulo, essa não é uma realidade. Ao contrário,
o número de assaltos a condomínios residenciais
triplicou nos três primeiros meses de 2007 em comparação
com o mesmo período do ano passado.
Apesar
do Estado investir quase 3% de seu PIB, ou seja, cerca de
R$9,3 bilhões para combater a criminalidade, moradores
de casas e condomínios fazem usos dos mais variados
equipamentos eletrônicos e muita tecnologia como biometria,
circuitos de câmeras, alarmes, luzes com sensores
de presença, vidros blindados, cerca elétrica
entre outras possibilidades na tentativa de se protegerem.
Com tanta tecnologia, porque não estamos seguros?
O problema
pode estar no projeto arquitetônico ou na construção
do imóvel. Isso porque, antes da realização
de um projeto, deve ser feito um estudo da região
em que se pretende construir o empreendimento para avaliar
o impacto das variáveis externas como índices
de criminalidade, atuação de quadrilhas, distância
de postos policiais, rotas de fuga, taxa de desemprego e
até mesmo o isolamento do local.
Apenas,
após conhecer os problemas externos é que
é possível definir estratégias e aplicar
técnicas de prevenção de crimes desde
o anti-projeto, ou seja, nos primeiros desenhos feitos antes
da aprovação da obra na prefeitura. Em parceria,
os profissionais devem analisar aspectos importantes que
podem fazer toda a diferença como vizinhança,
perímetro, muros, paredes, portas, janelas, vidros,
blindagem, iluminação, acessos de pedestres
e de veículos, paisagismo, lay-out externo e interno,
visibilidade, guaritas, posicionamento de vigilantes ou
porteiros, além dos sistemas de segurança:
alarmes, câmeras, etc e a infra-estrutura necessária.
Depois
do imóvel pronto, devem ser implantados também
os procedimentos de segurança integrados à
tecnologia e recursos humanos como vigilantes, moradores
e funcionários, etc. Porque, tão importante
quanto a utilização dos equipamentos eletrônicos
de última geração que podem ser encontrados
facilmente pelos consumidores, é planejar e construir
um empreendimento mais seguro, que dificulte e desestimule
qualquer intenção da marginalidade.
Hoje,
a visão do mercado é míope, ou seja,
a segurança é tratada, geralmente, na fase
de acabamento da obra quando, na verdade, deve ser enxergada
como investimento e sinônimo de qualidade de vida.
Afinal, arquitetos e construtoras podem contribuir para
a prevenção de crimes e ainda ter um diferencial
competitivo em seus projetos, aplicando-se esses conceitos
e técnicas internacionais com a assessoria de um
especialista, ao invés de comprar somente os sistemas.
David
Fernandes, CPP é diretor da Previne Security, empresa
especializada em segurança eletrônica e consultoria,
é diretor do 1° Portal do Gestor de Segurança
Acadêmico. No Brasil é o 28º brasileiro
a receber o CPP - Certified Protection Professional, maior
certificação internacional em segurança
e que representa uma medida objetiva do conhecimento e competência
de um profissional na área de gestão de segurança
empresarial. Em todo o mundo é o maior reconhecimento
aos profissionais da área.
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Colaborou:
Patrícia Casseano - patricia@imageassessoria.com.br
Luana Bizzocchi - luana@imageassessoria.com.br
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