Brasileiro
será avaliado por mais de 10 anos
Ministérios da Saúde e de Ciência e
Tecnologia investem R$ 22 milhões para iniciar o
maior estudo sobre doenças crônicas a ser feito
na América Latina
Foi dada a largada para que os centros de estudos de seis
estados brasileiros iniciem as atividades do Estudo Longitudinal
da Saúde do Adulto (Elsa), a maior pesquisa financiada
pelo Ministério da Saúde e Ciência e
Tecnologia para avaliar doenças crônicas. A
cerimônia de lançamento dos trabalhos ocorreu,
na segunda-feira, dia 22 de setembro, durante o VII Congresso
Brasileiro de Epidemiologia, que termina nesta quarta-feira
(24 de setembro), em Porto Alegre.
O valor do investimento foi de R$ 22 milhões distribuídos
por meio de um edital de pesquisa. “Hoje não
podemos mais dizer que não é possível
fazer pesquisa porque não temos recursos. Nosso desafio
virou de cabeça pra baixo”, afirmou o secretário
de Ciência e Tecnologia, do Ministério da Saúde,
Reinaldo Guimarães, durante a solenidade que marcou
o começo do Elsa. O recurso previsto no edital servirá
apenas para o início da pesquisa. Devido a duração
do estudo, Guimarães, afirmou que será necessário
prever recursos estáveis para os próximos
anos. A previsão é que a duração
seja de, no mínimo, 10 anos.
VOLUNTÁRIOS - A pesquisa que avaliará indivíduos
entre 35 e 74 anos já nasceu premiada. O Elsa recebeu
o prêmio coletivo de pesquisa da Escola Nacional de
Saúde Pública. “Esse é mais um
sinal de acerto. Vamos colocar o Brasil no mapa mundial
das doenças crônicas”, comemorou a diretora
do Centro de Investigação do Rio de Janeiro,
Dora Chor. O Rio de Janeiro terá dois mil voluntários
avaliados, entre funcionários, docentes da universidade
federal e da Fiocruz.
Também presente na solenidade de abertura, a diretora
do Centro de Investigação da Universidade
Federal de Minas Gerais, Sandhi Barreto, lembrou que desde
o início o Elsa foi um processo de construção.
“Estamos enfrentando coisas novas que não tinham
sido enfrentadas. Este é um desafio em termos científicos,
o Elsa com seu desenho, precisou de ter suas equipes montadas,
treinamento e certificação”.
O único centro do Nordeste a participar da pesquisa
será o da Universidade Federal da Bahia, com dois
mil funcionários a serem avaliados. “É
uma honra integrar esse estudo. Temos uma larga tradição
em pesquisa, com ênfase na epidemiologia social”,
disse Estela Aquino, representante do centro de investigação
baiano.
Participam também do Elsa a Federal de São
Paulo, do Rio Grande do Sul e do Espírito Santo.
Ao todo serão avaliados 15 mil funcionários
e docentes de universidades.
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