Hospital do Câncer
II ganha ambulatório com foco na humanização
Um ambulatório onde o conceito de
humanização é o foco foi inaugurado
ontem no Hospital do Câncer II (HC II), unidade do
Instituto Nacional de Câncer – INCA especializada
em ginecologia oncológica. São mais 12 consultórios
(totalizando 22), além de espaços dedicados
a atendimentos multidisciplinares, como fisioterapia e psicologia,
vestiários e banheiros. Os novos ambientes valorizam
elementos que interagem com as pessoas, como a cor verde,
que traz aconchego e acalma (presente em paredes, portas
e nas cortinas, que isolam cada um dos leitos em todo o
hospital) e a iluminação mais suave.
As novas instalações foram inauguradas com
a presença do ministro da Saúde, José
Gomes Temporão, do diretor-geral do INCA, Luiz Antonio
Santini, da assessora da direção para o Projeto
de Humanização, Liliane Penello, e o diretor
do HCII, Reinaldo Rondinelli. Temporão lembrou que
o pontapé inicial das obras foi dado quando ele ocupava
o cargo de diretor-geral do INCA. Na inauguração
da primeira etapa das obras, em 2006, Temporão também
esteve presente. À época, como secretário
de Atenção à Saúde do Ministério.
Temporão destacou que no INCA conseguiu implementar
três conceitos fundamentais para a melhoria da situação
da saúde pública no país: a gestão
participativa, a política de humanização
e a política de acreditação. “Com
duas unidades acreditadas, o HC III e o HC IV, já
nos igualamos ao hospital Albert Einstein e ao Instituto
do Coração, em São Paulo. Estou certo
de que, em breve, todas as unidades do INCA estarão
acreditadas internacionalmente. O INCA orgulha a população
com a qualidade de seu trabalho”, afirmou.
O diretor-geral do INCA frisou que estavam sendo feitas
duas inaugurações: uma tangível, as
obras propriamente ditas; e uma intangível, a colocação
em prática do conceito de humanização.
“Além de aumentar a capacidade ambulatorial,
as novas instalações agora são adequadas
às atividades, proporcionando conforto e privacidade
tanto para as pacientes como para os profissionais de saúde”,
afirmou Santini.
Liliane Penello destacou que o que hoje está materializado
no HC II partiu do propósito de se colocar em prática
a política de humanização do INCA.
“Os funcionários queriam reconhecimento profissional
a partir de uma reforma física para trabalharem ainda
melhor.” Ela elogiou a gestão do diretor do
HC II, pois, “sem a garra do Rondinelli teria sido
difícil realizar essa tarefa”.
O Hospital do Câncer II realiza por ano, em média,
2.500 internações, 36 mil consultas médicas
e 13 mil consultas multiprofissionais – nutricionistas,
assistentes sociais, psicólogos, enfermeiros e fisioterapeutas.
O prédio principal, de sete andares, tem 83 leitos.
É equipado com Centro de Tratamento Intensivo, Unidade
Pós-Operatória, Emergência e um Centro
de Quimioterapia para os Serviços de Ginecologia
Oncológica.