Mil
bombeiros entram no combate à dengue no RJ
No Rio de Janeiro, ministro Temporão
participa da diplomação de profissionais treinados
para ações de prevenção à
doença
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão,
e o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabal, participaram
nesta sexta-feira (24) da cerimônia de diplomação
de bombeiros que receberam treinamento para reforçar
as ações de combate à dengue no Rio
de Janeiro. Dos 2,5 mil bombeiros destacados para atuar
como agentes de combate à doença no estado,
1 mil já concluíram o treinamento e estão
habilitados a iniciar o trabalho em 1º de novembro.
“Esses profissionais passam a ter uma função
muito importante, que é a de educar, informar e mobilizar
a população. Cada visita é uma oportunidade
de conversar com a dona de casa, a família, as crianças”,
afirmou o ministro.
Segundo Temporão, somente uma ação
dia-a-dia do poder público, com mobilização
da população será possível “virar
essa guerra contra a dengue a nosso favor”. O ministro
ressaltou, ainda, que já está em curso um
projeto semelhante com o as Forças Armadas, que treinarão
recrutas para reforçar o combate ao mosquito transmissor,
além da parceria no atendimento a população
em situações de maior gravidade.
Cada bombeiro recrutado em quartéis da capital, da
Baixada Fluminense e na Defesa Civil tem como meta visitar
800 imóveis a cada 60 dias. Nesses locais, os bombeiros
orientarão moradores sobre prevenção
e aplicarão larvicidas. Para isso, cada agente receberá
uma gratificação temporária e um “kit-dengue”,
contendo formulários de controle, larvicida, álcool
e algodão para recolhimento e conservação
do material encontrado.
“Sem união de esforços, sem soma, não
chegaremos a lugar nenhum. Toda vez que as forças
se unem, quem ganha é a população”,
afirmou o governador Sérgio Cabral. A atuação
dos bombeiros não será restrita à capital.
O plano de combate à dengue no Rio prevê a
distribuição de equipes também por
municípios da Baixada Litorânea e do Médio
Paraíba, além de São Gonçalo,
Angra dos Reis e Parati.
O número de bombeiros selecionados para o combate
à dengue no Rio de Janeiro é superior à
quantidade de profissionais que exerceram a atividade no
verão passado. À época, em quatro meses,
1,6 mil bombeiros visitaram 600 mil residências, prédios
públicos e depósitos.
O reforço à luta contra a doença no
estado se justifica pelos números. De janeiro a agosto
de 2007, foram notificados no Rio de Janeiro 57.640 casos
de dengue. Em 2008, considerando o mesmo período,
esse número saltou para 240.411, o que representa
um aumento de 317%.
INVESTIMENTOS – Neste mês, o Ministério
da Saúde anunciou a liberação de R$
128 milhões adicionais para o Teto Financeiro de
Vigilância em Saúde (TFVS) de estados e municípios.
Em toda a estratégia de combate à dengue,
o Ministério da Saúde investirá, neste
ano, R$ 1,08 bilhão – um aumento de 23% em
relação a 2007. É o maior volume de
recursos já investidos pelo Ministério da
Saúde com essa finalidade.
Os recursos adicionais são destinados aos municípios
prioritários dentro da estratégia nacional
de combate à doença, como áreas de
fronteira e turísticas, regiões metropolitanas
e com mais de 50 mil habitantes. “Neste ano, a informação
é fundamental para que enfrentemos a dengue. Mas,
precisamos transformar esse conhecimento em ação
e mobilização coletiva”, completou o
ministro.
HOSPITAL DO CÂNCER II – Ainda no Rio de Janeiro,
o ministro José Gomes Temporão inaugurou o
ambulatório do Hospital do Câncer II (HC II),
unidade do Inca (Instituto Nacional de Câncer) especializada
em ginecologia oncológica. Com investimentos de R$
3,6 milhões do Ministério da Saúde
para a concepção de um espaço humanizado,
com harmonização de cores, som e iluminação,
o HC II é a primeira unidade do Inca a adotar os
conceitos da Política Nacional de Humanização
da Gestão e Atenção do SUS.
A conclusão das obras disponibilizou para o HC II
22 consultórios para atendimento especializado na
área de ginecologia oncológica, mais do que
o dobro dos 10 consultórios existentes antes da inauguração.
No novo ambulatório há também espaços
para atendimento em fisioterapia e psicologia, além
de um centro de estudos e espaço exclusivo para hemotransfusão.
A inauguração do ambulatório marca
o término da segunda etapa de obras do HC II, iniciada
em 2006. Naquele ano, o Ministério investiu R$ 4,8
milhões na ampliação da área
física do hospital, que cresceu de 6.200 m²
para os atuais 7.300 m². A expansão possibilitou
um aumento de 30% no atendimento a pacientes em quimioterapia
ambulatorial e de 20% nos leitos de emergência.
A cada ano, são realizadas no HC II, em média,
2,5 mil internações, 36 mil consultas médicas
e 13 mil consultas multiprofissionais com nutricionistas,
assistentes sociais, psicólogos, enfermeiros e fisioterapeutas.
Por Lucianna Carvalho e Renato Strauss
Atendimento ao Cidadão
0800 61 1997 e (61) 3315 2425