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imagens, com mensagens muito mais contundentes, certamente
terão um efeito ainda melhor |
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O
bom senso adverte: As embalagens de cigarro fazem mal à
Saúde
sábado,
30 maio, 2009 15:32
Por Paula Johns,
diretora-executiva da Aliança de Controle do Tabaco
A lei 10.167/2000 tornou proibida a propaganda e promoção
de produtos derivados de tabaco em TV, rádio, jornais,
revistas e outdoor, restringindo essas ações
aos pontos de venda.
Desta época até agora, as técnicas
de atração para o produto nos pontos de venda
sofisticaram-se muito, assim como as embalagens de cigarros.
O ponto de venda é privilegiado para a publicidade,
pois é o momento onde o consumidor está com
o dinheiro nas mãos, pronto para efetuar uma compra.
Ali é onde ele tem o poder de escolher como usar
seu dinheiro e o apelo imediato é muito forte. Um
produto bem posicionado e com uma publicidade atrativa é
capaz de conquistar o consumidor no ato. Esse é o
caso dos displays para cigarros.
Aqui no Brasil, além dos fabricantes usarem displays
criativos, com formas coloridas e referências a esportes,
moda, música, temos observado um incremento na exposição
e oferta de produtos promocionais que despertam interesse
dos jovens em bancas de jornal, postos de gasolina, padarias
e lanchonetes.
A parte mais pesada de um orçamento de uma campanha
de publicidade é a veiculação em mídia,
especialmente TV, e esses valores sobem muito se a campanha
for nacional.
Surpreende, então,
saber que desde o início da década as verbas
para marketing da indústria do tabaco tiveram um
aumento considerável, mesmo sem haver anúncio
nos meios de comunicação? Não, porque
as empresas de cigarro passaram a apostar nas embalagens
e nos pontos de venda.
A embalagem dos produtos de fumo é parte da publicidade,
seu principal veículo de comunicação
com o consumidor. Em razão disso, os fabricantes
de cigarro têm investido cada vez mais em embalagens
sofisticadas com o objetivo de atingir o público
jovem e, muitas vezes, infanto-juvenil. Além das
embalagens atrativas, os fabricantes usam outros produtos,
junto com o cigarro, para torná-las ainda desejadas,
como isqueiros, mochilas, bases para IPod, relógios
digitais, xícaras etc. Evidentemente, esses itens
vêm embalados em caixas transadas, coloridas, por
preços módicos, o que estimula o consumo de
cigarros principalmente entre os jovens.
Países como Austrália e Canadá têm
políticas públicas de saúde muito interessantes
no que diz respeito às embalagens. No Canadá,
é proibida a publicidade de cigarros nos pontos de
venda, os produtos não ficam à mostra e as
embalagens têm advertências de ambos os lados.
Na Austrália, 14 mensagens de advertência são
trocadas a cada 12 meses, permitindo uma constante informação
ao usuário sobre os males do cigarro.
No Brasil, depois de estudos que atestaram a validade das
mensagens para diminuir o consumo – atualmente o país
tem cerca de 16% de fumantes, de acordo com a última
pesquisa do Ministério da Saúde – estão
para entrar em vigor novas imagens, com mensagens muito
mais contundentes, que certamente terão um efeito
ainda melhor. A indústria do tabaco, como sempre
faz quando se melhoram políticas públicas
de saúde, tenta impedir essas advertências
na Justiça, alegando que são metafóricas.
Vale lembrarmos que durante todos os anos em que lhe foi
dada permissão para anunciar, esta indústria
foi das mais hábeis em fazer todo tipo de metáfora
para vender cigarros para mulheres independentes, jovens
que queriam ser diferentes dos outros, deixar sua marca
na vida, homens que queriam sucesso...Por que atrasam o
processo agora?
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