Mineiros fumam
mais que a média nacional
sábado, 30 maio, 2009 15:32
Habito leva ao aparecimento
de doenças respiratórias, entre elas a DPOC
(Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), um mal
sem cura e que mata quatro brasileiros por hora
Quando o assunto é a quantidade de cigarros consumidos
em um único dia, os mineiros fumam quase duas vezes
mais que a média nacional.
De acordo com o Estudo VIGITEL, divulgado este ano pelo
Ministério da Saúde, em Belo Horizonte a porcentagem
de adultos que fumam 20 ou mais cigarros por dia é
de 8%, frente a 4,5% da média nacional.
Hábito que pode
resultar em uma série de doenças respiratórias,
entre elas a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica),
manifestação conjunta da bronquite e do enfisema
pulmonar. Apesar de ser uma doença progressiva e
irreversível, a DPOC pode ser tratada com medicamentos
específicos para controlar os sintomas.
Segundo o pneumologista da Universidade Federal de Juiz
de Fora (MG), Dr. Julio Abreu, pelo fato da DPOC ser uma
doença pouco conhecida, o diagnóstico ainda
é falho. Por isso, o importante é sempre atentar
aos sintomas, principalmente no inverno quando as crises
respiratórias tendem a aumentar. “Gripes intensas
que não se curam em uma semana, acompanhadas de tosse,
pigarro e falta de ar, podem ser indícios de DPOC
naqueles indivíduos que estão no grupo de
risco: fumantes e ex-fumantes com mais de 40 anos.”
Para se prevenir do agravamento das crises, a primeira e
etapa é parar de fumar e buscar acompanhamento de
um especialista para realizar um diagnóstico completo,
e assim iniciar o tratamento adequado. Além disso,
praticar exercícios físicos regularmente e
manter a alimentação equilibrada ajudam sempre
a fortalecer o organismo. O pneumologista recomenda também
a vacinação contra a gripe, como forma de
prevenção.
Mesmo sendo uma doença
sem cura, a DPOC pode ser controlada com broncodilatadores
de longa duração como o brometo de tiotrópio,
que combate os sintomas, melhorando a falta de ar, a qualidade
de vida e a resistência a exercícios. Como
a falta de diagnóstico é um dos principais
motivos que levam ao agravamento da doença, é
preciso começar o tratamento o quanto antes, ainda
na fase inicial da doença. “Não se deve
retardar o diagnóstico. Quanto mais cedo for identificada
a DPOC, melhor será a resposta ao tratamento, recuperando
a qualidade de vida do paciente” afirma Dr. Julio.
DPOC em números
(DATASUS)
- A DPOC afeta 7,3 milhões de brasileiros, sendo
mais de meio milhão, 814 mil, residentes em Minas
Gerais.
- É a sétima causa de morte no País,
responsável por mais de 37 mil óbitos por
ano, o equivalente a 4 mortes a cada hora.
- Em 2008 mais de 128 mil pessoas foram hospitalizadas no
SUS devido à doença, a um custo de 76 milhões
de reais.
- 90% dos casos de DPOC são causados pelo cigarro
Ketchum Estratégia