Especialistas
alertam - Cigarro é responsável por 90% dos
casos de DPOC
sábado, 30 maio, 2009 15:32
A doença
atinge mais de sete milhões de brasileiros e é
responsável por mais casos de internações
do que a hipertensão arterial
31 de maio, Dia Mundial
Sem Tabaco. Hoje, o Brasil registra mais de 36 milhões
de fumantes, 18% da população, de acordo com
o Ministério da Saúde. Deste total cerca de
15% desenvolverá a DPOC – Doença Pulmonar
Obstrutiva Crônica. A doença atinge aproximadamente
sete milhões de pessoas acima de 40 anos e é
a quarta causa de internação nessa faixa etária.
A DPOC possui grande impacto
socioeconômico e a sua evolução é
tão grave quanto o diabetes ou hipertensão
arterial. “Apesar das campanhas e do grande incentivo
para que as pessoas parem de fumar, o número de tabagistas
ainda é muito alto e em algum momento da vida essas
pessoas podem desenvolver a doença”, afirma
o pneumologista José Jardim, professor livre docente
da Faculdade de Medicina da UNIFESP. “Em 95% dos casos
de tabagismo, as lesões no tecido pulmonar causadas
pelo cigarro são irreversíveis, mesmo que
a pessoa tenha parado de fumar há muitos anos”,
completa.
A DPOC engloba a bronquite crônica
e o enfisema pulmonar. É uma doença de evolução
progressiva que se desenvolve após a exposição
prolongada dos brônquios (estrutura que leva o ar
para dentro dos pulmões) às substâncias
tóxicas contidas na fumaça inalada do cigarro.
Como conseqüência, ocorre a inflamação
brônquica (inchaço e aumento da produção
de catarro nos brônquios) e a destruição
dos alvéolos do pulmão. Segundo especialistas,
20% a 30% dos fumantes desenvolvem a DPOC após os
40 anos, sendo que alguns estudos sugerem que as mulheres
são mais susceptíveis aos efeitos maléficos
do cigarro do que os homens.
Os principais sintomas da DPOC
são tosse crônica, produção de
catarro e falta de ar, principalmente durante o sono e durante
o esforço físico Normalmente, os sintomas
aparecem de maneira lenta e progressiva, sendo comum o paciente
somente dar atenção ao problema quando o quadro
piora. A falta de ar (dispnéia) é o sintoma
que mais provoca limitações ao paciente. Nas
fases mais avançadas da doença, o paciente
tem dificuldade para realizar atividades simples como tomar
banho, trocar de roupa e fazer caminhadas curtas.
A DPOC possui quatro estágios
de gravidade (leve, moderado, grave e muito grave) e as
crises respiratórias (denominadas pelos médicos
como exacerbações da doença pulmonar
obstrutiva crônica) são causadas geralmente
por infecções bacterianas ou virais. Nesse
período, os pacientes sentem piora da falta de ar,
fadiga, aumento da tosse crônica e da produção
de catarro. Estudos comprovam a eficácia do antibiótico
Avalox® (moxifloxacino, da Bayer Schering Pharma) nas
crises respiratórias infecciosas. Com o uso do medicamento,
70% dos pacientes tiveram rápida recuperação
e melhora dos sintomas em até três dias. Esse
índice aumentou para 98% em até cinco dias.
O tratamento reduziu para 4,4 dias o impacto da exacerbação
no cotidiano dos pacientes e os distúrbios do sono
para 2,7 noites. “Outro benefício foi o aumento
do intervalo entre as crises, principalmente nos pacientes
mais graves e com mais idade”, informa o pneumologista.
Burson-Marsteller