Agência
de Notícias da Aids Brasileira chega à África
sábado, 18 julho, 2009 18:16
A Agência de Notícias
da Aids que já tem 6 anos de atuação
no Brasil expandiu os trabalhos de informação
e terá um núcleo em Maputo, capital
de Moçambique, na África.
No próximo dia
13 de agosto de 2009 será a inauguração
a Agência de Notícias de Resposta ao Sida,
núcleo e extensão da Agência de Notícias
da Aids brasileira. A redação de informações
e suporte aos jornalistas em temas relacionados à
Aids seguirá os mesmos objetivos de divulgação
a partir da sede em Maputo, que é a capital e a maior
cidade de Moçambique.
A Agência é
fruto de uma parceria que envolve o UNAIDS, ONUSIDA (Programa
Conjunto das Nações Unidas para o HIV/Aids
do Brasil e Moçambique) UNICEF, CICT (Centro Internacional
de Cooperação Técnica em HIV/Aids do
Ministério da Saúde), MISA (Instituto de Comunicação
Social da África Austral) AGÊNCIA AIDS.
O projeto da Agência
de Notícias de Resposta ao Sida em Moçambique
tem a coordenação da jornalista e editora
executiva Roseli Tardelli, que afirma que já pensava
no projeto. “Quando fundei a Agência Aids no
Brasil, em maio de 2003, disse em entrevista à imprensa
que a próxima parada seria a África. Sempre
tive vontade de realizar um trabalho semelhante ao que construímos
no Brasil nos países de língua portuguesa.
Além de ser um desafio é um grande presente
que ganho neste ano de 2009: a oportunidade de contribuir
para que jornalistas africanos estejam cada vez mais conscientes
e engajados na luta contra o crescimento do HIV”,
acrescenta.
Um estudo divulgado em 2006 pela
Gender Links e Projeto de Monitoria dos Média ressaltou
que a cobertura sobre Aids nos órgãos de informação
de Moçambique era extremamente baixa.
De 3.064 reportagens analisadas, apenas 5% eram sobre Aids,
o que foi considerada ruim pelos pesquisadores, já
que a epidemia está entre os piores problemas do
país.
Roseli Tardelli destaca que a Agência no continente
Africano nasce com a intenção de trocar experiências
e vai promover um intercâmbio de jornalistas, enviando
profissionais em viagens entre os dois países.
Como existem diversos dialetos em Moçambique o processo
de tradução deverá seguir com a introdução
do comportamental para não gerar dúvidas.
Para a editora executiva da Agência a padronização
das informações é ruim num país
com tantas culturas distintas e completa: “Um dos
objetivos da agência é dar voz aos moçambicanos
que vivem com o HIV/Aids. Pretendemos trabalhar também
com as rádios comunitárias daquele país.
A oralidade da população é muito forte
e temos de aproveitar isso”, concluí.
Moçambique
Moçambique tem uma população
aproximada de 20 milhões. É a maior de língua
oficial portuguesa depois do Brasil. Independente de Portugal
há menos de 35 anos, esta nação africana
sofre de vários problemas sociais, em especial, relacionados
à saúde e à educação.
Em todo o país, por exemplo, existem apenas 650 médicos
e o primeiro curso universitário de Jornalismo começou
a formar profissionais em 2007.
O primeiro caso de Aids em Moçambique foi registrado
em 1986, mas ainda em Guerra Civil, o país não
tinha entre as prioridades enfrentar a epidemia, entretanto,
com o acordo de Paz em 1992, milhares de moçambicanos
refugiados nos países vizinhos, onde a incidência
do HIV já era altíssima, retornaram, contribuindo
assim para uma expansão incontrolável do vírus.
Nos últimos anos, algumas questões culturais,
como as parcerias múltiplas e concorrentes, e muitas
crenças falsas que vão contra os meios de
prevenção do HIV fizeram com que o vírus
atingisse 16% da população sexualmente ativa,
o que segundo as Nações Unidas, está
entre as 10 mais altas do mundo.
Agência
de Notícias da Aids
Fundada em maio de 2003,
a Agência
de Notícias da AIDS já se tornou
referência no país quando o assunto é
HIV. Tem uma equipe fixa na redação de São
Paulo e colaboradores no Brasil e exterior. A coordenação
é realizada pela editora executiva Roseli Tardelli.
O serviço da
Agência é distribuído para as redações
de todo o país. Nela, profissionais de comunicação,
médicos, gestores públicos e ativistas encontram
artigos assinados por especialistas na área de saúde,
textos produzidos por pessoas que vivem com HIV/Aids, dados
sobre a evolução da doença no mundo
e os resultados das pesquisas feitas em vacinas no combate
a Aids.
Assessoria
Freitas Dias
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