sexta-feira, 11 novembro, 2011 21:48
Alimentação
saudável e atividade física previnem e controlam
o diabetes
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Allan
Campos |
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Paciente
é atendida nos centros integrados Hiperdia |
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O Dia Mundial do Diabetes é
celebrado nesta segunda-feira (14) e, para reforçar
a data, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) faz
o alerta sobre um problema de saúde pública
presente em todo o mundo e com incidência crescente,
sobretudo nos países em desenvolvimento. A faixa
etária de maior prevalência é a partir
dos 40 anos e quanto mais velha a população,
maior a prevalência dessa enfermidade.
Essa situação é
particularmente importante, pois a tendência de envelhecimento
das populações brasileira e mineira é
crescente. Diante deste cenário, a secretaria criou
a rede Hiperdia, que tem como objetivo ampliar a longevidade
da população, por meio de intervenções
capazes de diminuir a morbimortalidade por doenças
cardiovasculares e diabetes.
De acordo com o coordenador estadual
do programa Hiperdia, Aílton Cezário Alves,
só será possível reduzir o número
de casos de diabetes se houver um processo de promoção
da saúde e do controle dos fatores de risco modificáveis
para o desenvolvimento da doença, como o tabagismo,
álcool, sobrepeso e obesidade, que podem ser controlados
com a prática de uma alimentação saudável
e o combate ao sedentarismo.
O programa da secretaria é
responsável por coordenar a estruturar a Rede de
Atenção à Saúde dos portadores
de hipertensão e diabetes de Minas, além das
da Atenção Primária à Saúde,
tais como a elaboração de novas diretrizes
clínicas baseadas na estratificação
de risco dos hipertensos e diabéticos e a organização
da assistência.
Tipos de diabetes
Estima-se
que em Minas cerca de 10% da população acima
de 20 anos de idade sejam acometidas pelo diabetes, ou seja,
cerca de 1.345.000 pessoas. Os tipos mais frequentes são:
o diabetes tipo 2, que compreende cerca de 90% dos casos
e o diabetes tipo 1, conhecido como diabetes juvenil, que
compreende cerca de 10% do total de diabéticos. Segundo
dados da Sociedade Brasileira de Diabetes, estima-se que
60% a 90% dos portadores do diabetes do tipo 2 sejam obesos.
O diabetes tipo 2 é cerca
de 8 a 10 vezes mais comum que o tipo 1, e o paciente pode
responder ao tratamento com dieta e exercício físico.
Em alguns casos, pode ser necessário o uso de medicamentos
orais ou a combinação deles com insulina.
Os principais sintomas são: infecções
frequentes, visão embaçada, dificuldade na
cicatrização de feridas, formigamento nos
pés e furunculose.
Uma das peculiaridades do diabetes
tipo 2 é a contínua produção
de insulina pelo pâncreas. O problema está
na incapacidade de absorção das células
musculares e adiposas. Por muitas razões, suas células
não conseguem metabolizar a glicose suficiente da
corrente sanguínea, acarretando "resistência
insulínica".
Já o diabetes tipo 1 é
uma doença autoimune, caracterizada pela destruição
das células beta produtoras de insulina. Isso acontece
por engano, porque o organismo as identifica como corpos
estranhos. A sua ação é uma resposta
autoimune. Este tipo de reação também
ocorre em outras doenças, como esclerose múltipla,
Lupus e doenças da tireóide.
Quem tem este tipo de diabetes
precisa tomar injeções diárias de insulina
para regularizar o metabolismo do açúcar,
pois sem a insulina, a glicose não consegue chegar
até as células, que precisam da insulina para
queimar e transformar o açúcar em energia.
Também é importante manterem uma alimentação
saudável e realizar atividades físicas. As
altas taxas de glicose acumulada no sangue, com o passar
do tempo, podem afetar os olhos, rins, nervos ou coração.
Pessoas com níveis altos
ou mal controlados de glicose no sangue podem apresentar:
vontade de urinar diversas vezes, fome frequente, sede constante,
perda de peso, fraqueza, fadiga, nervosismo, mudanças
de humor, náusea e vômito.
Centros Hiperdia
Para
a composição e o fortalecimento dessa rede,
a secretaria prioriza a implantação de centros
de Referência Secundária em Hipertensão
e Diabetes, os centros Hiperdia. Eles têm como objetivo
prestar assistência especializada aos portadores de
Diabetes Mellitus, doenças cardiovasculares, hipertensão
arterial e doença renal crônica.
Os centros são de referência
microrregional e atendem aos usuários encaminhados
pela atenção primária à saúde.
Já são nove centros em funcionamento, nos
seguintes municípios: Janaúba, Brasília
de Minas, Jequitinhonha, Santo Antônio do Monte, Patrocínio,
Itabirito, Itabira, Juiz de Fora e Viçosa. A previsão
é sejam inaugurados até dezembro deste ano
mais dois centros Hiperdia, em Patos de Minas e Santa Luzia.
Acesso aos medicamentos
A Saúde
também disponibiliza para os diabéticos medicamentos
para o tratamento da doença e também insulinas,
fitas reagentes, glicosímetros, que auxiliam no auto-monitoramento
da doença. Alguns hipoglicemiantes orais também
são distribuídos pelo Estado, por meio do
Programa Farmácia de Minas.
Para ter acesso a esse tipo de
remédio, o portador de diabetes deve procurar uma
Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima
de sua residência, onde receberá orientação
de como ter acesso gratuito aos remédios e insumos
prescritos pelo médico.
Outras informações
em http://www.saude.mg.gov.br/politicas_de_saude/hiperdia-mineiro
via
Agência Minas
http://www.agenciaminas.mg.gov.br
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