início     cemig
Siga FarolCom on Twitter facebook youtube dmae
meteorologia whos ctbc
CAPA | GERAL | CADERNO 1 | CADERNO 2 | CADERNO 3 | CADERNO 4 | BLOGS | LINKS ÚTEIS
Turismo & Lazer | Diário de Bordo GoogleNews Twitter YouTube Orkut Facebook Fotos Vídeos Meteorologia
sexta-feira, 17 dezembro, 2010 0:41

Revival Beat

 
 
 
ilustração
 
   

Paris - Final do outono - Rue des Carmes com Bd.St.Germain, coração do Quartier Latin - madrugada de um Domingo gelado.

Eu estava a beira da calçada, sob o nocaute direto do vento gelado, sem destino, acendendo o milésimo Gitanes das esferas.

De repente, do nada...flagrantes meteóricos de vozes e imagens mundiais perdidas em correntezas mitológicas na atmosfera parisiense...uma multidão súbita de pessoas nas adjacências...elas usavam boinas escuras, jeans, jaquetas de couro, óculos escuros na madrugada gelada...Os Pubs e Cafés a coté lotados. Todos se comportavam nos ritos da estética das "máximas do cool". O que era, então, tudo aquilo?

Era sim, um revival beat. Um revival "absolutamente" sublime, autêntico. Achei tudo aquilo genial. Inacreditavelmente eu estava voltando aos anos 50 - uma época que meus pais, creio, nem pensavam um dia em me conceber. Em meio a todo aquele frenesi havia também muito jazz, beat, imprecionismo, revolta e todo aquele catálogo de vida pulsante latejando nas veias e no cérebro.

Os beats estavam mais vivos do que nunca. E eu sabia tudo sobre eles. Eu era um deles. Eu tinha lido e ouvido de tudo naquele tempo. Tudo. E aquele movimento chegava na hora exata...aquelas vozes, aquele som épico, aquela ideologia como se fosse o tema de um revolucionário romântico parindo para a eternidade com a mais bela Musa sobre a terra. Os beats fecharam a porta do meu corpo e da minha cabeça, e claro, levaram a chave.

Agora é que ninguém me segurava. No dia seguinte, lá estava eu na auto-route Paris-Nice - a estrada again. O inflamado espírito da "aventura pela aventura" reinava mais do que nunca nas minhas ondas mentais hertzianas. O delírio do constante movimento, das overdoses plásticas e das reflexões profundas...Era simplesmente ir...e claro , dhutar o vento em TODAS as direções...

Vá também...vá atrás da vida, do sonho...seja por beat, bobeira, baboseira, ou simplesmente nada...Só nos resta o movimento. Matamos o tempo e o tempo nos enterra. Ao menos estamos a vontade: entre assassinos.

Operador de viagens e escritor-globetrotter , Autor dos guias Paris para Pão Duro, Londres para Pão-duro , Madri para Pão -duro, Hotéis para Pão-duro - Versão: Europa e Madrugada em Amsterdam.
wilsonjuniorinvega@yahoo.com.br
+ Turismo | + Diário de Bordo

Viajar

Diário de Bordo

Brasil no Google Maps

Grupos do Google
Participe do grupo Farol Comunitário
E-mail:
Visitar este grupo