| Uberaba |
Plantio
Direto é a melhor alternativa para reduzir custos e
impacto ambiental

Produtores, estudantes e pesquisadores atentos as palestras
do Simpósio de Plantio Direto
Terminou, hoje (14), o Simpósio sobre Plantio Direto
realizado pela Fazu em parceria com o Grupo de Estudos Luiz
de Queiroz (Gelq) da Fundação de Estudos Agrários
Luiz de Queiroz (Fealq). O evento, que trouxe para Uberaba
os melhores especialistas brasileiros no assunto, reuniu centenas
de produtores, pesquisadores e universitários da região
no Tattersal da ABCZ.
Cícero Monti Teixeira, engenheiro agrônomo e
pesquisador da Epamig – Uberaba, MG, fez uma introdução
sobre o Sistema de Plantio Direto. Ele falou dos benefícios
e demonstrou como esse é um sistema diferenciado de
manejo, que diminui o impacto da agricultura e das máquinas
agrícolas sobre o solo. Segundo ele, a substituição
dos métodos convencionais pelo Plantio Direto aumentou
muito nos últimos anos, pois o sistema reduz custos
para o agricultor.
No Plantio Direto a palha e os restos vegetais de outras culturas
são mantidos na superfície do solo e garantem
cobertura e proteção. O solo só é
manipulado no momento do plantio, quando são depositadas
sementes e fertilizantes.
A rotação de culturas é importante para
o sucesso desse sistema. A opinião é do professor
de Física do Solo da Universidade Federal de Lavras
(UFLA) Mozart Martins Ferreira. “Uma boa estratégia,
para a maior produtividade, é a rotação
de culturas que não siga apenas uma alternância
aleatória de espécies, mas de uma seqüência
racional de culturas, considerando suas exigências edafo-climáticas,
seus efeitos benéficos ao solo e eficiência no
controle de doenças e pragas”, comenta. Segundo
ele, além de apropriada, essa seqüência
de culturas deve oferecer praticidade à sua adoção
e promover efeitos benéficos às culturas subseqüentes,
bem como ganhos econômicos.
O engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa Arroz
e Feijão, Flávio Jesus Wruck, afirma que o sistema
de Plantio Direto traz menor impacto ambiental. Ele apresentou
alguns modelos da integração lavoura-pecuária-floresta.
“Integrar sistemas de produção agrícola,
pecuário e florestal, em dimensão espacial e/ou
temporal, traz efeitos sinérgicos entre os componentes
do agroecossistema para a sustentabilidade da unidade de produção,
contemplando sua adequação ambiental e a valorização
do capital natural”, diz.
Marcus Teixeira, responsável pelo Clube Amigos da Terra
de Uberaba, também enfatizou a redução
dos impactos ambientais. Para ele, entre as vantagens do Sistema
de Plantio Direto estão: conservação
da água e do solo, menor assoreamento de rios e represas,
redução no uso de combustíveis fósseis.
Ele ainda comparou esse sistema com o convencional e mostrou
que a produtividade é maior no Plantio Direto.
O engenheiro agrônomo da Syngenta Proteção
de Cultivos ministrou o tema “Manejo de Resistência
das Plantas Daninhas aos Herbicidas no Plantio Direto”.
Ele reconhece o Plantio Direto como “o principal sistema
de conservação de solo e água, incremento
gradual de fertilidade do solo, e redução significativa
da necessidade de mecanização das áreas,
assim como aumento da lucratividade da atividade agrícola”.
O doutor Godofredo Cesar Vitti do Departamento de Ciência
do Solo da Universidade de São Paulo e Escola Superior
de Agricultura Luiz de Queiroz abordou o tema “Fertilidade
do Solo em Sistema de Plantio Direto”. Para ele, “a
adubação das culturas deve começar com
a amostragem e análise de solo, continuar com as práticas
corretivas (calagem, gessagem e fosfatagem), adubação
orgânica e terminar com a utilização do
fertilizante mineral”.
O mestre Edson Komori, professor na Fazu, demonstrou como
deve ser feito o manejo de pragas no Plantio Direto. Segundo
ele, existe um novo conceito de controlar pragas visando à
minimização de problemas na lavoura. Esse conceito
é chamado Manejo Integrado de Pragas (MIP). “O
MIP foi uma resposta da comunidade científica ao uso
incorreto de produtos químicos”, diz. Segundo
ele, trata-se de um pacote tecnológico para tomada
de decisões relacionadas com novos métodos de
controle. “Esse pacote inclui as principais etapas para
elaboração de manejo de pragas em uma cultura”,
acrescenta.
O Engenheiro Agrônomo Jônadan Ma, diretor executivo
do Grupo Ma Shou Tao, falou sobre “Custos de Produção
na Integração Lavoura – Pecuária
em Sistema de Plantio Direto na Palha”. Há alguns
anos a empresa adotou a técnica. Jônadan revelou
alguns fundamentos estratégicos que o grupo segue para
ficar no ranking das principais organizações
do agronegócio brasileiro: “diversificação
de atividades e culturas, verticalização, integração
de setores, parcerias técnicas e comerciais, profissionalização
da gestão.
“O Manejo de Doenças no Plantio Direto”
foi o tema ministrado pela doutora Maria Alice Figueiredo
Bonilha, enquanto o doutor José Laércio Favarin
destacou “O Conceito para Formação e Acúmulo
de Palhada no Cerrado”. Outros temas como “Redução
da Adubação Nitrogenada”, “Fertilizante
com Micronutrientes em 100% dos Grãos” foram
debatidos pelos especialistas da Heringer Fertilizantes.
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14/08/2008
Isabela Avelar
Assessoria de Comunicação
imprensa@fazu.br
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