quinta-feira, 20 janeiro, 2011 22:23
O congado
em Uberlândia*
sexta-feira,
9 outubro, 2009 20:57
Não só
de aspectos físicos se constitui a cultura de um
povo. Há muito mais contido nas tradições,
no folclore, nos saberes, nas línguas nas festas
e em diversos outros aspectos e manifestações,
transmitidos oral ou gestualmente, recriados coletivamente
e modificados ao longo do tempo. A essa proporção
intangível da herança cultural dos povos,
dá-se o nome de patrimônio cultural imaterial.
Evidenciar nosso patrimônio imaterial através
de ações que valorizam a Festa do Congado
de Uberlândia, nos faz dar conta das nossas origens,
da nossa história e da nossa força cultural.
Ao divulgarmos a riqueza, a dimensão, a complexidade
e a diversidade do nosso patrimônio cultural imaterial,
estaremos promovendo a importância de se reconhecer
a beleza, a força, o valor e as pessoas que preservam
a tradição dessa expressiva manifestação
cultural do Município.
Essa publicação
não pretende aprofundar as reflexões sobre
a temática, mas apenas apresentar os grupos que compõe
a principal manifestação cultural da cidade.
São esses grupos, são essas famílias,
são essas pessoas, a alma de tudo; a verdadeira essência
de um dos mais ricos e importantes patrimônios vivos
de Uberlândia.
Catupé de Nossa Senhora do Rosário
e São Benedito
Na década de 1940, chegam em Uberlândia, da
cidade de Formiga-MG, os irmãos “Benedito da
Silva”, os “Matinada”. Junto a Euclides
Lindolfo e Irene Rosa, cumadre e primeira mãe de
santo a abrir um terreiro de Umbanda em Uberlândia
(a Tenda Coração de Jesus), fundam o Congo
Catupé de Nossa Senhora do Rosário e São
Benedito, o Catupé do Martins. Durante muitos anos
o quartel do Catupé fica na rua Rafael Rinaldi, no
mesmo local da Tenda Coração de Jesus . Quando
o Congo Catupé de Nossa Senhora do Rosário
e São Benedito é fundado, o Euclides Lindolfo
é o Marechal, o regente. O José Matinada é
o primeiro Capitão e toca sanfona. O Lico e o João
Matinada também eram capitães. José
Augusto era outro capitão, mas não faz parte
da família consangüínea. Irene Rosa é
a primeira madrinha do terno junto `a Lourdes. As filhas
e netas de Irene Rosa também integram o terno na
função de bandeireiras. A Lica, a Maria
Capitão e a Dona eram as cozinheiras. Maria Capitão
e Irene Rosa eram as mentoras espirituais do terno. O Lázaro,
genro do Euclides Lindolfo tocava banjo. As filhas e filhos
dos Matinada e da Irene Rosa e respectivos conjugues foram
os primeiros dançadores.
Quando os tocadores de sanfona, banjo, violão e cavaquinho
morrem, nenhum dos filhos ou dançadores aprende a
tocar estes instrumentos, que deixam de ser utilizados pelo
terno. Os familiares guardam os instrumentos intocados como
relíquias que contam a história de lendários
congadeiros. Alguns instrumentos se deterioraram com o tempo.
Antes de falecer, o Sr. José Matinada quis passar
o seu Bastão para o seu filho Raimundo – o
Pacú, mas ele não quis aceitar a responsabilidade
de ser capitão. Então o bastão de capitão
foi passado para o neto, Ubiratan, que na época tocava
maracanã. O Bastão do Euclides Lindolfo foi
passado para o Amador. Com indumentária branca com
faixas rosa e azul cruzadas no peito e nas costas, traz
sobre a cabeça uma coroa. É o único
terno da cidade que traz dois estandartes em homenagem aos
santos Nossa Senhora do Rosário e São Benedito.
O catupé está localizado no Bairro Martins
e conta com aproximadamente 100 integrantes.
Congo de Camisa Verde
O terno Congo de Camisa Verde é um dos ternos mais
antigos da cidade, está diretamente ligado à
família que comanda a Irmandade do Rosário.
Possui ligações com os ternos Congo de Camisa
Verde das cidades de Araguari e de Ituiutaba. Os ternos
Camisa Verde de Araguari e de Ituiutaba enviam soldados
para participarem da festa em Uberlândia, sendo retribuída
a visita dos uberlandenses nessas cidades. Os soldados usam
calças e sapatos brancos, camisa de manga comprida
verde, capa amarela, chapéus com cordões de
miçangas que pedem cobrindo os olhos do dançador.
As capas atualmente são bem longas, até quase
tocar o chão, mas de acordo com fotografias antigas,
essas capas eram menores. A indumentária fica a cargo
do soldado que irá usá-la, variando muito
os ornamentos e bordados de capas e chapéus. As bandeireiras
e madrinhas utilizam roupas e sandálias iguais, luvas
e adereços florais nos cabelos. O terno conta com
aproximadamente 100 integrantes e tem seu quartel no Bairro
Aparecida.
Congo Cruzeiro do Sul
O primeiro Capitão e Presidente do terno Congo Cruzeiro
do Sul, seu Custódio José Izídio, é
referência para diversos congadeiros de Uberlândia.
Nascido em 02/09/1937 Custódio José Izídio
é casado com a madrinha do terno Congo Cruzeiro do
Sul, Maria Aparecida Izídio. Seu Custódio
foi soldado e capitão do terno Congo de Camisa Verde,
tendo comandado o terno Congo de Camisa Verde por quatro
anos. Nos dois últimos anos em que seu Custódio
foi capitão do Camisa Verde a cidade de Uberlândia
contou com dois ternos Congo de Camisa Verde, fato ocorrido
aproximadamente em princípios da década de
1960. Seu Custódio fica um ano parado, dança
treze anos no Sainha e fica parado aproximadamente vinte
anos até fundar o terno em 2002, ano em que sofre
derrame cerebral. Os filhos de Seu Custódio dançaram
no terno de Moçambique do “Seu Protássio”,
quando moravam no bairro Tibery. Em 2002 o terno Congo Cruzeiro
do Sul é registrado na Irmandade de Nossa Senhora
do Rosário e começam os preparativos para
organização do terno. Em 2006 é registrado
no cartório ,quando saem pela primeira vez na festa
de Nossa Senhora do Rosário com o terno montado.
Os integrantes utilizam capa, bandeira e estandarte vinho,
calça e sapatos brancos, camisa de cetim lilás.
A Capa em cetim possui uma longa franja branca e estrelas
bordados à máquina em branco. Alguns soldados
utilizam chapéus brancos com bordados em vinho. Entre
os acessórios utilizados pelas meninas estão
as luvas brancas e arranjos florais nos cabelos. Os soldados
utilizam caixas chamadas de maracanã. O quartel do
terno, que conta com cerca de 20 integrantes, fica no Bairro
Dom Almir.
Congo São Domingos
José Herculano Cândido na cidade de Monte Santo,
no sul de Minas Gerais. Vem para Uberlândia no dia
junto com o pai Cândido Geraldo Ananias, o Tio Cândido.
Tio Cândido pede transferência à Ferroviária
Mogiana, onde trabalhava e se muda para Uberlândia
em 1948. Em 1952 Tio Cândido e o filho Zezé
começam a dançar no terno Congo Branco do
Sr “Panamá”, cujo nome era Sebastião..
Na metade da década de 1960, José Herculano,
o Zezé, fica doente e o pai fez uma promessa para
Santa Ifigênia que se ele se curasse, eles fundariam
um terno com o nome da santa para a família comandar.
José Herculano melhora e em 1968 fundam o terno Congo
de Santa Ifigênia. Dança durante oito anos
neste terno e se muda para São Paulo. Volta para
Uberlândia em 1978, dança no Congo de Santa
Ifigênia até o ano de 2002. Em 2003 sai com
o terno Congo São Domingos pela primeira vez. O terno
São Domingos utiliza calça e sapatos brancos
camisa e capa verde claro. Alguns utilizam chapéu
coberto com tecido verde com aplique de renda branca e longas
fitas de cetim coloridas amarradas ao chapéu. Os
instrumentos usados são maracanã 24 e 26,
surdão 20 e 22 surdinho 14 e 18, tarol 12, repilique
08 e 10 e chocalho. Três rainhas carregam três
oratórios, um para cada santo: Nossa Senhora do Rosário,
São Benedito e São Domingos Sávio.
O grupo conta com aproximadamente 90 integrantes e tem seu
quartel no Bairro Jardim Brasília.
Congo de Sainha
O terno Congo de Sainha, fundado por José Rafael
em 1950, é considerado o terno mais antigo da cidade,
é o único terno de Congo que mantém
uma estrutura tradicional e utiliza indumentária
e instrumentos harmônicos tradicionalmente associados
aos ternos de Congo. Os soldados utilizam “chapéu
de coroa” e saiote azul sobre calça e camisa
branca, com sapatos também brancos, as meninas utilizam
vestido cor-de-rosa, meia-luva, adereços florais
na cabeça e uma faixa saldando Nossa Senhora do Rosário.
A indumentária feminina é padronizada, já
a dos soldados mantém apenas o padrão e as
cores, já que fica a cargo de cada soldado preparar
seu “uniforme”. Muitos dançadores são
adultos e idosos, não faltando a presença
de jovens e crianças. Os instrumentos utilizados
são sanfona, viola, violão, cavaquinho, pandeiro,
chocalho e três bitolas de caixa. Os participantes
do terno Congo de Sainha não pertencem à grupos
unificadores, são integrantes das famílias
dos seus fundadores, que desde o princípio não
pertenciam à uma única linhagem familiar.
Quando o terno é fundado na década de 1950,
pelo José Rafael, o quartel do terno funcionava na
casa que residia com a mulher, Dona Abadia, na Rua Emília
Saraiva. Quando Dona Abadia falece, o imóvel é
vendido. Há três anos o quartel passou a ser
na casa da Dona Creuza, no Bairro Saraiva.
Congo de São Benedito
Segundo informações da madrinha auxiliar do
Congo de São Benedito, o terno foi fundado pela família,
sob o comando do “Sr Bombeiro” , em 2000. Antes
de montar o próprio terno, o Sr. Bombeiro passou
pelos ternos Camisa Verde e Congo Branco. Os soldados do
Congo de São Benedito trajam calça branca,
camisa marrom, faixa amarela capa branca com franja amarela,
os capitães utilizam calça e camisa branca
e capa marrom. Um dos capitães utiliza uma capa marrom
com aplique de renda branca e franja de cetim branca, usa
chapéu amarelo, com fitas verdes, laço de
fita branca, gotas sintética azuis e cordões
de miçangas verde, marrom, branca e amarela que encobrem
todo o rosto e pendem até a altura dos ombros. O
terno conta com aproximadamente 80 integrantes e tem seu
quartel localizado no
Bairro Tibery.
Congo de Santa Ifigênia
O terno Congo de Santa Ifigênia, foi comandado por
José João, o seu Zezão, até
julho de 2007, quando faleceu. Segundo seu Zezão,
o Congo de Santa Ifigênia começou a ser
formado no dia 6 de setembro de 1975, seu José Rafael,
capitão do terno Congo de Sainha, deu a primeira
imagem de Santa Ifigênia para Seu Zezão, Siricoco,
capitão do terno Moçambique de Belém
também ajuda, apóia e incentiva Seu Zezão
e Tio Cândido, a fundarem o terno Congo de Santa Ifigênia.
Tio Cândido, também falecido, era designado
pela Irmandade Comandante Geral da Festa do Congado em louvor
à Nossa Senhora do Rosário. Apesar de sua
estreita ligação com a Irmandade do Rosário,
comparecendo todo domingo nas missas da Igreja do Rosário,
tio Cândido era zelador de santo na tradição
Omolokô, numa casa no bairro Roosevelt. Tio Cândido
auxilia seu Zezão a fundar o terno Congo de Santa
Ifigênia e se retira em 2002, fundando o terno Congo
de São Domingos em 2003. Segundo, José Herculano
Cândido, presidente e primeiro capitão do Congo
de São Domingos, o terno Congo de Santa Ifigênia
foi fundado por Cândido Geraldo Ananias, o tio Cândido,
em 1968, como pagamento de uma promessa pela saúde
do filho José Herculano. O terno Congo de Santa Ifigênia
utiliza calça e sapatos brancos, camisa amarela faixa
verde na cintura e capa verde com franja branca. Alguns
soldados utilizam chapéus amarelos com bordados e
com cordões de miçangas verdes que pendem
encobrindo os olhos. Na frente do terno vão quatro
garotas vestidas como rainhas, com vestidos brancos de mangas
bufantes, com saia rodada e diversos saiotes de tule por
baixo para dar volume à saia, tiara na cabeça,
meia-luva. Uma das rainhas carrega um oratório com
imagem de Santa Ifigênia, uma outra a bandeira do
terno. O terno conta com aproximadamente 120 integrantes
e tem seu quartel no Bairro Brasil.
Congo Prata
O Congo Prata é comandado por Vanderson da Silva,
filho de Venceslanda da Silva e Valdivino Farias da Silva.
Vanderson participou primeiro do Catupé do Martins
(Congo Catupé de N. S. do Rosário e S. Benedito),
pois seu pai era um dos capitães daquele terno. Aos
16 anos vai dançar no Marujo Azul de Maio, fica quatro
anos e vai para o Congo de Camisa Verde, ficando mais quatro
anos até fundar o terno Congo Prata no ano de 2003,
a primeira aparição do terno acontece na festa
de São Benedito em maio de 2004. Os soldados do terno
Congo Prata trajam calça, camisa e sapatos brancos,
capa de cetim prateada com bordado feito à maquina
com representação de um terço com um
perfil de mulher, no interior, elaborados com linha amarelo
ouro, longa franja de cetim branca nas extremidades. Alguns
soldados utilizam chapéus cobertos por cetim prateado
com cordões de miçangas que pendem encobrindo
os olhos, com detalhes bordados em amarelo ouro, outros
utilizam lenço prateado amarrado na cabeça.
As meninas da bandeira “modernizaram” a indumentária,
introduzindo a calça, no lugar dos
tradicionais saias e vestidos. Em 2004 usavam meia luva
e faixa branca no cabelo, blusa amarela e macacão
branco. Em 2006, as meninas usavam calça legue e
camiseta e sandália de amarrar na perna brancas,
lenço prata amarrado na cintura. Os instrumentos,
fabricados pelo Tii Fii, o Enildon do Catupé Azul
e Rosa, são as caixas bitolas 10 e 11 (repilique),
20 (surdo) 22, 24, 26 e 28 (maracanã) e o chocalho.
O terno conta com aproximadamente 90 integrantes e tem seu
quartel localizado no Bairro Martins.
Congo Verde e Branco
Silvio Donizete fundou o terno Congo Verde e Branco em 2000.
Quando criança dançou no Congo Sainha no tempo
do Seu José Rafael, tocando chocalho, acompanhava
seu pai e seus irmãos. Quando Seu Custódio
dirigia o Congo Camisa Verde, no episódio da existência
de dois Camisas Verdes, Silvio era segundo capitão
e Osmarão o terceiro capitão. Quando acaba
o Camisa Verde do seu Custódio, Silvio e Osmarão
resolvem montar o terno Congo Branco. Silvio Donizete conduz
o terno Congo Branco durante dez
anos. No ano 2000, funda o terno Congo Verde e Branco Os
soldados utilizam calça, camisa e sapatos brancos,
a capa também é branca com franja verde, alguma
receberam apliques de bordado à maquina com linha
amarelo ouro, além de faixa verde na cintura. Os
instrumentos utilizados são maracanã, surdo
e chucalho. O terno conta com aproximadamente 100 integrantes
e tem seu quartel no Bairro Pampulha.
Marinheiro de Nossa Senhora do Rosário (Marinheirinho)
O terno Marinheiro de Nossa Senhora do Rosário, conhecido
como Marinheirinho, segundo Antônia Aparecida Rosa,
sua atual presidente, foi fundado por Elias Nascimento,
na época da criação da Irmandade. Quando
o terno foi fundado, era composto apenas por crianças
que dançavam no terno até completarem 15 anos,
quando havia um momento formal, uma cerimônia onde
o soldado passava a integrar o Congo de Camisa Verde. Tradição
lembrada, mas não mantida atualmente. Antônia
está no terno desde a infância, quando o terno
era dirigido por Paulo César e Selminha, pais de
Flávio Adriano do Rosário Santo. Quando Antônia
entra para o Marinheirinho, o terno já contava com
a presença de adultos e a cerimônia de passagem
para o Camisa Verde já não mais acontecia.
O terno fica parado por diversas vezes, passando diversas
pessoas pelo seu comando até o seu Adebrair, um antigo
capitão de congado, resolver assumi-lo e convida
D. Maria Aparecida Martins, a dona Dolores para ser a madrinha
do terno. O terno sai durante dois anos sob o comando de
seu Adebrair e fica desativado por mais quatro anos. Em
1986, dona Dolores reativa o terno e em 2005, Antônia
passa a assumir o terno como presidente. O terno Marinheiro
de Nossa Senhora do Rosário, utiliza calça
capa e sapatos brancos, camisa azul e faixa amarela. Alguns
soldados utilizam chapéu forrado com tecido azul
com aplique de renda branca e cordões de miçangas
azuis que encobrem o rosto. Apesar de não realizar
o trança fitas há anos, o terno continua a
levar o mastro até a Igreja. O terno conta com aproximadamente
80 integrantes e tem seu quartel localizado no Bairro Santa
Mônica.
Marinheiro de São Benedito
Segundo informações da madrinha do terno Marinheiro
de São Benedito, o Marinheirão antes de ser
comandado por sua família pertencia ao Seu Luiz,
que morava no Bairro Martins. Seu Luiz passou o terno para
o Seu Valdemar, morador do bairro Tibery, época em
que Luizão e Selma começaram a dançar
no Marinheiro de São Benedito. Seu Valdemar comandou
o Marinheirão até uma apresentação
que fizeram em 1970 no estádio do Mineirão,
em Belo Horizonte, retornando o terno para Seu Luiz, do
Martins, que passa para Luiz Carlos Silva, o Luizão.
Em 1971, o terno Marinheiro de São Benedito, o Marinheirão
passa a ser comandado pelos filhos de Dona Jessi Balbina
Silva e José Pedro Silva. Trajando calça e
camisa branca, faixa amarela amarrada na cintura com uma
capa azul com um navio ou uma âncora bordado com lantejoulas
prateadas, chapéu branco, com detalhes de lantejoulas
e fitas de cetim, o Marinheirão realiza o ritual
chamado de trança fitas. Após a apresentação
do terno na porta da igreja, no domingo de manhã,
os soldados do Marinheirão dançam e fazem
diversos tipos de trança com fitas afixadas num mastro.
Os instrumentos utilizados pelo terno são maracanã,
repilique, bumbo, surdo e chocalho. O terno conta com aproximadamente
200 integrantes e tem seu quartel no Bairro Tibery.
Rosário Santo
O Congo Rosário Santo saiu pela primeira vez no ano
de 2001 mas a apenas em 2004 se associam à Irmandade
do Rosário. A família dos fundadores do terno
de Congado Rosário Santo tem ligação
consangüínea com fundadores do terno Congo de
Sainha que é o terno mais antigo da cidade e também
com os ternos Catupé Azul e Rosa e Congo Amarelo
Ouro. O terno é composto por um grande número
de jovens e adolescentes e suas apresentações
são bem organizadas por seus capitães. O Rosário
Santo é um dos ternos com maior número de
participantes. A indumentária e o estandarte luxuosos
do grupo chamam a atenção, os soldados do
Rosário Santo utilizam calça, camisa e sapatos
brancos, faixa de cetim azul amarrada à cintura.
Um lenço quadrado de cetim azul com franjas de cetim
branco nas extremidades, coroa bordada à máquina
com linha branca, com uma das pontas dobrada sobre os ombros.
Alguns soldados utilizam chapéus cobertos com tecido
cetim azul com bordados elaborados com cordões brancos,
gotas sintéticas, cordões de miçangas
cobrindo os olhos. O terno tem aproximadamente 300 integrantes
e tem seu quartel no Bairro Aparecida. O terno conta com
aproximadamente 80 integrantes e tem seu quartel localizado
no Bairro Tibery.
Catupé Azul e Branco de Nossa Senhora do
Rosário e São Benedito
O terno Catupé Azul e Branco de Nossa Senhora do
Rosário e São Benedito é originário
de Salitre, com laços familiares ainda sólidos
em Patrocínio. Walter Inácio, o patriarca
fundador deste terno em Uberlândia, pertencia ao terno
Catupé Azul e Branco, na cidade de Salitre, fundado
por Sebastião Adão, tio de Walter e pai de
Dona Jessi, matriarca do terno Marinheiro de São
Benedito, o Marinheirão. O Catupé Azul e Branco
do Salitre era conduzido, na primeira metade do século
XX, por Júlio Inácio, irmão mais velho
de Walter. Quando Júlio Inácio falece em 1958,
Walter assume o bastão de capitão do terno.
Em 1962 a família de Walter mudase para Uberlândia,
sendo posteriorment seguida por vários outros parentes.
Assim que a família Inácio chega a Uberlândia,
montam um terno aqui para ir tocar em Salitre na festa que
acontece no mês de setembro. Por volta de 1964, 1965
registram o terno em Uberlândia, repetindo o nome
e as cores do terno de Salitre. O Catupé tem como
responsável Sirlei Carmem Ribeiro e conta com aproximadamente
120 integrantes, com sede no Bairro Dona Zulmira. Terno
Catupé Azul e Rosa Fundado e comandado pelo capitão
Enildon em 1985, começa a desfilar em 1986. Enildon
Pereira Silva, o Tifii – começou no Congado
com um ano no terno Sainha, aos cinco anos foi para o Marinheiro
de Nossa Senhora, o Marinheirinho,onde ficou até
os sete anos. Marcio Oliveira, até então segundo
capitão do Sainha, fundou o Marujo Azul e Branco
em 1970 e deu ao Enildon o bastão de capitão
de guia. O Marujo Azul e Branco só saiu pela primeira
vez em 1976 e durou até 1981. No período de
70 a 76 Enildon ficou no terno de Sainha. No dia 8/9/1981
faleceu o capitão Marcio após primeiro dia
de ensaio. Enildon volta para o Marinheirinho e pega o bastão
de segundo capitão. Em 1983 vai para o Sainha casa
com Dona Jane, bandereira do Sainha. Enildon passa a ser
segundo capitão do Sainha. Em1984 vai para o Moçambique
Branco.Em 1985 foi para o Marinheiro de São Benedito.
Em 1986 sai pela primeira vez com o Catupé Azul e
Rosa . Suas cores características o azul e o rosa,estão
presentes em chapéus, capas, estandartes, acompanhadas
do branco e do amarelo. As tonalidades dessas cores são
variadas e se combinam na criação dos adereços.
O Catupé Azul e Rosa conta com aproximadamente 100
integrantes, cujo quartel localiza-se no bairro Santa Mônica.
Congo Amarelo Ouro
O Amarelo Ouro é registrado em 1997,mas apenas em
99 o capitão Vander Martins Silva (Chefim) consegue
ajeitar os instrumentos, estandarte, indumentária
e sair com o terno.
O quartel do Amarelo Ouro era à princípio
no bairro Saraiva. Em 2005 a sede do quartel passa a ser
no bairro Progresso, na casa da avó de dois dançadores,
mas os responsáveis planejam alugar uma quadra no
Bairro Lagoinha para os dias da festa.
Os instrumentos utilizados pelo Amarelo Ouro (surdo, maracanã,
repilique, e chocalho) foram confeccionados pelos próprios
integrantes do terno. O Congo Amarelo Ouro conta com aproximadamente
50 pessoas e traz o amarelo e o branco como cores predominantes
na indumentária e nos adereços. Os homens
utilizam calça, camisa e sapatos branco, faixa de
cetim amarela na cintura, uma capa bem comprida de cetim
amarelo com bordados de miçangas com motivos florais,
chapéu amarelo com bordado de miçangas e flores,
com cordões de miçangas que pendem sobre o
rosto. O bordado da capa e do chapéu fica a cargo
do soldado que irá usá-lo, variando muito
um do outro, sempre com riqueza de detalhes. O capitão
que se traja todo de amarelo.
Congo Branco
O terno Congo Branco foi fundado em 1982 pelo casal Osmar
e Marlene. Osmar dançou no Marinheiro de Nossa Senhora
do Rosário, depois passou para o Marinheiro de São
Benedito e na sequência foi para o Camisa Verde. Depois
de dois anos, Osmar e Marlene recebem a recomendação
para reativarem o Congo Branco. Ao fundar o “seu”
Congo Branco, Osmarão e Marlene levam consigo do
Camisa Verde o oratório e a estrutura em madeira
do estandarte. O terno de Congo Branco utiliza vestimenta
branca, com capa verde. O chapéu tem a base verde
com bordados brancos. Os instrumentos usados são
o maracanã, surdo, ripilique e chocalho. O terno
conta com aproximadamente 50 integrantes e tem seu quartel
no Bairro São Francisco.
Marujos Azul de Maio
O Terno Marujos Azul de Maio foi fundado em 1982 e é
comandado por Rubens Aparecido Assunção, o
Rubiquinho, casado com Márcia Helena Aparecida Oliveira
Assunção, filha de Dagmar Maria Coelho, presidente
do Moçambique do Oriente e de José Mendes.
Rubiquinho é membro da diretoria da Irmandade do
Rosário desempenhando a função de Coordenador
Geral. Os soldados do Marujos Azul de Maio
trajam calça, camisa e sapatos brancos, capa azul
claro com franja de cetim branca, alguns portam chapéu
coberto por cetim azul com aplique de renda branca e longas
fitas de cetim amarradas. O Marujos Azul de Maio geralmente
é o responsável pela abertura do desfile da
festa do Congado na manhã do domingo. Os membros
da diretoria do terno fazem parte da diretoria da Irmandade
do Rosário e participam ativamente da organização
da festa. Possuem parentesco com os membros do terno Moçambique
do Oriente e Congo Camisa Verde.
Moçambique de Angola
O Terno Moçambique de Angola foi fundado na década
de 1960, por Pedro José da Silva, natural de Luz.
Pedro era pai de Fernando Gomes da Silva e dançava
no Moçambique do José Sebastião Ramos,
o seu Precata. Quando funda o terno, Irene Rosa é
uma das madrinhas, fornecendo a indumentária para
os soldados. As refeições eram feitas na casa
de Dona Maria Moleque próximo ao antigo quartel do
Catupé do Martins. Quando seu Pedro falece no dia
08/07/1968, o comando do terno passa para as mãos
do seu Charqueada (Geraldo Miguel) que era terceiro capitão.
Seu Charqueada leva o terno para o bairro Patrimônio
e muda o nome para Moçambique Pena Branca. Seu Fernando
dança no terno Moçambique Pena Branca como
capitão até o ano de 2003. Em 2004 o terno
Moçambique de Angola é retomado por Fernando
Gomes da Silva. Os soldados do terno Moçambique de
Angola utilizam indumentária toda branca, com saiote
sobre a calça e lenço amarrado à cabeça,
variando alguns soldados que acrescentam faixas azuis. O
terno tem aproximadamente 50 integrantes e tem seu quartel
no Bairro Daniel Fonseca.
Moçambique de Belém
O Moçambique de Belém foi fundado em 1971
por Manuel Saturnino Rodrigues, o Siricoco. Antes de montar
o Moçambique de Belém, Siricoco pertenceu
ao Moçambique do Miltão, que durou apenas
três anos. Siricoco também foi componente do
terno Congo de Sainha, além de ser tesoureiro da
Irmandade do Rosário. Siricoco faleceu em 02 de outubro
de 1990, passando a coroa e o bastão de capitão
aos filhos Ramon Rodrigues e Saturnino Rodrigues, o Satu.Os
soldados do Moçambique de Belém usam camisa
de cetim de manga comprida verde, calça e sapatos
brancos. Alguns utilizam duas faixas brancas cruzadas no
peito com saudações a São Benedito
e Nossa Senhora do Rosário. Uns portam uma coroa
em verde e branco, elaborado com arco de barril (fita de
zinco), papelão, cetim, marabô branco e verde.
Outros utilizam toalha branca amarrada à cabeça
e alguns seguem com a cabeça descoberta, com a toalha
no ombro. O Capitão se diferencia por se trajar todo
de branco e utilizar faixas amarelas. As meninas utilizam
calça e blusa comprida completamente em caqui, com
faixa azul em cima do ombro direito atravessado em direção
ao lado esquerdo da cintura. Luvas de renda, sapatos e enfeite
floral na cabeça em branco. Os soldados são
dispostos formando alas de acordo com o instrumento tocado:
gunga, patangonga, caixas.
Moçambique do Oriente
O terno Moçambique do Oriente foi fundado em 1983
por José Mendes de Oliveira, filho de Teófilo
Francisco Nascimento, que era vice-presidente da Irmandade
do Rosário. José Mendes saia como capitão
no terno Congo de Camisa Verde e quando funda o terno, José
Mendes recebe o auxílio dos capitães José
Inocêncio, Baltazar, Belchior e Belchiorzinho que
participavam da Folia de Reis. Quando da sua fundação
os soldados usavam saiote verde e quepe da marinha. Os soldados
do terno Moçambique do Oriente utilizam calça
e camisa branca, uma faixa verde e outra cor-de-rosa se
cruzam no peito e nas costas, alguns soldados usavam saiote
verde e quepe da marinha, outros substituíram o quepe
por lenço branco ou verde amarrado à cabeça.
O Gaspar, irmão do segundo capitão Baltazar,
segue à frente do terno carregando uma espada. Os
instrumentos utilizados são gunga, patangonga, caixas.
Vários soldados portam bastões, alguns fumam
cachimbo. O terno tem aproximadamente 80 integrantes e tem
seu quartel no Bairro Roosevelt.
Moçambique Estrela Guia
O terno Moçambique Estrela Guia é fundado
no dia 02/01/2002,saindo pela primeira vez na festa de novembro
de 2002. A formação do capitão Malaquias
começa no Moçambique Branco, comandado pelo
seu Protácio, quando este terno acaba, vai para o
Moçambique de Belém do seu Siricoco. Na juventude,
para se aproximar daquela que seria sua esposa, Iara Aparecida,
bandeideira do terno Marujos Azul de Maio, Malaquias vai
para este terno. Depois dança como capitão
do terno Congo Branco, retorna para o Moçambique
de Belém fica mais dois anos até fundar o
terno Moçambique Estrela Guia.
Os soldados do Moçambique Estrela Guia utilizam calça
e sapatos brancos,camisa laranjada, coroa com fitas de cetim
pendentes sobre os ombros. O capitão se diferencia
por trajarse todo de branco. Em 2006, as bandeideiras com
blusas e saias longas brancas traziam lenço laranja
amarrado à cabeça, as madrinhas se diferenciavam
por portarem bolsas laranjas atravessadas sobre os ombros.
O terno tem aproximadamente 200 integrantes e tem seu quartel
no Bairro São Jorge.
Moçambique Princesa Isabel
O terno Moçambique Princesa Isabel pertenceu ao Tomico,
Nestor Vital da Silva, que passou a comandar o terno ainda
muito jovem. O Moçambique Princesa Isabel ainda mantém
seu quartel no bairro Patrimônio, pois a mãe
de Nestor, Dona Maria Abadia, ainda reside no local. O terno
Moçambique Princesa Isabel também é
conhecido como Bombinha. Assim como os ternos mais antigos,
a indumentária dos soldados inclui um saiote, mas
o saiote do Moçambique Princesa Isabel é em
alguns casos parte da blusa (casaca). Tem outra característica
comum aos ternos mais tradicionais que é a variedade
de tonalidades, tecidos, e adereços da indumentária
dos soldados, o elemento comum identificador é o
saiote azul e branco. Apenas as bandeireiras possuem uniforme,
que geralmente também utiliza as cores azul claro
e branco. Utilizam gungas patangoma e caixas e trazem uma
moça com vestido branco, simbolizando a Princesa
Isabel, logo depois das virgens com as bandeiras. O terno
tem aproximadamente 100 integrantes.
Moçambique Guardiões de São
Benedito
Valdir Carlos Raimundo, que é o 1º Capitão
e presidente do Moçambique Guardiões de São
Benedito, começou a dançar no terno de Sainha
aos 13 anos, tocava chocalho, ficou cinco anos e parou.
Depois dançou três anos no Moçambique
do Miltão, era dançador de gunga e bastão,
ficou com Miltão até que este terno se extinguisse.
Quando o Moçambique do Miltão acabou o Siricoco
fundou o Moçambique de Belém e seu Valdir
foi dançar com ele, onde era 2º Capitão.
Valdir e os filhos ficaram no Moçambique de Belém
até o ano de 2000, quando saem para fundar o Moçambique
Guardiões de São Benedito. Ficaram três
anos com o Moçambique Guardiões de São
Benedito parado até saírem pela primeira vez
com o terno em 2004. O Moçambique Guardiões
de São Benedito homenageia São Cosme e São
Damião na sua indumentária, trajando calças
brancas e camisas cor-de-rosa. Segundo seu Valdir, as crianças
foram as primeiras integrantes do terno, por isso resolveram
colocar a cor rosa como identificadora do terno. Trazem
duas espadas simbolizando o poder de cortar as energias
negativas que venham em direção aos componentes
do terno e também fazem referencia ao orixá
Ogum. Em uma almofada conduzem duas coroas de contas de
lágrima em referencia aos Pretos Velhos Maria Conga
e João Congo, que segundo a Mãe de Santo Andréia
Raimundo, são os responsáveis pela firmeza
do terno.
Moçambique Raízes
O Terno Moçambique Raízes foi fundado em 2004
por Claudiomiro Ramos da Silva, o Cláudio. À
época, Cláudio recebeu apoio do Pico e do
Rubiquinho. Antes de montar o Terno Moçambique Raízes,
Cláudio havia passado pelo Moçambique Princesa
Isabel, Catupé do Martins, retornou para Moçambique
Princesa Isabel, pra depois montar o Terno Moçambique
Raízes. Recebe apoio de Neirimar da Silva, capitão
de caixaria, diretor do Grupo de Percussão Tabinha,
integrante da bateria da Escola de Samba Tabajaras, com
passagem pelos ternos Moçambique Princesa Isabel,
Catupé do Martins e Moçambique Pena Branca.
A madrinha do terno Dona Didi,Nilda Maria da Silva veio
de Formiga e é prima de Dona Mariinha, do Catupé
do Martins. Dona Didi foi cozinheira no Catupé do
Martins e madrinha do Moçambique Pena Branca. O Terno
Moçambique Raízes utiliza indumentária
branca com faixas verdes, os soldados usam saiotes e lenço
amarrados à cabeça, três mulheres com
peneiras com sementes seguem à frente do estandarte.
O terno tem aproximadamente 100 integrantes e não
tem quartel definitivo.
Moçambique Pena Branca
O terno de Moçambique Pena Branca, tinha como integrante
até agosto de 2007, o congadeiro mais antigo de Uberlândia,
Geraldo Miguel, o seu Charqueada, nascido em Cruzeiro da
Fortaleza. Posteriormente muda-se com a mãe e 3 irmãos
para Ibiá. Seu Charqueada saiu de Cruzeiro da Fortaleza
com três anos e foi criado em Ibiá, começou
a dançar no Moçambique de São Benedito
e Nossa Senhora do Rosário que era comando pelo Francisco
de Oliveira. Nesse terno seu Charqueada era dançador
de gunga e de bastão. Seu Charqueada vem para Uberlândia
em 1928.No início, o terno Moçambique Pena
Branca chamava-se Moçambique de São Benedito
e Nossa Senhora do Rosário e era do tio do Seu Charqueada,
o Sebastião Apricho, que morava no bairro Roosevelt.
Seu Charqueada pegou o terno com 90 anos. O nome Pena Branca
foi dado em 1959. O atual primeiro Capitão do Moçambique
Pena Branca é o filho mais velho do casamento do
seu Charqueada com Maria Luíza Miguel, Luiz Carlos
Miguel – o Pico. Os soldados do Moçambique
Pena Branca utilizam indumentária toda branca: calça,
saiote, camisa de manga comprida, lenço amarrado
na cabeça com pena presa ao nó. Seu Charqueada
usava um saiote com duas faixas de cetim aplicados sobre
o tecido branco, uma verde, outra azul, além de cajado
quase da sua altura. Os instrumentos utilizados são:
gunga, patangoma, surdinho de repique ou bumbo. Seu Charqueada
dizia estar faltando o reco-reco, que era feito em bambu
com aproximadamente 1,20m, a sanfona a cuíca, os
antigos tocadores destes instrumentos faleceram e não
deixaram nenhum soldado preparado para continuar a tradição.
O terno tem aproximadamente 60 integrantes e tem seu quartel
no Bairro Canaã.
Beira-mar
O terno de Congado Beira-mar é retomado em 2002,
comandado pelo Luiz Carlos da Silva, o Luizão. Tempos
atrás houve em Uberlândia um outro terno chamado
Beiramar, que era comandado por “João Cabeçudo”,
este antigo Terno Beira-mar usava indumentária verde
e amarela e seguia atrás do Marinheirão nos
desfiles. O Congo Beira-mar do João Cabeçudo
transformou-se no terno Congo de Santa Ifigênia. Luizão
começou a dançar Congado no Moçambique
de Belém, na época do Miltão, depois
foi para o Marinheiro de Nossa Senhora do Rosário,
o Marinheirinho, dirigido pela mãe de seu Denir,
a dona Jercina, depois assume a posição de
segundo capitão no Marinheiro de São Benedito,
Marinheirão, comandado pelo seu Valdemar. Em 1971
passa a comandar o Marinheirão, onde ainda hoje assume
a posição de primeiro capitão. O terno
de Congado Beira-mar adotou indumentária branca e
vermelha em referência à São Jorge,
mas a cor vermelha é abolida pela Irmandade do Rosário,
como sendo uma cor que representa a paixão, a carne,
a violência. Por isso mesmo o terno de Congado Beira-mar
não participa das festividades organizadas pela Irmandade
do Rosário na Igreja do Rosário em outubro,
participa apenas da festa em louvor à São
Benedito que acontece no bairro Planalto no mês de
maio.O terno tem aproximadamente 60 integrantes e tem seu
quartel no Bairro Morumbi.
*Secom
PMU, com textos em resumo extraídos das fichas de
Inventário de Proteção do Acervo Cultural
de Uberlândia, elaborados pela cientista social Fabíola
Benfica Marra reunidas na publicação "O
Congado em Uberlândia - Fé, Tradição
e Resistência" realizado pela Irmandade de Nossa
Senhora do Rosário e São Benedito.