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Rappa – de volta em grande estilo
terça-feira, 7 julho, 2009 20:29
Em 1993, com a vinda
do cantor regueiro Jamaicano Papa Winnie ao Brasil, foi
montada uma banda às pressas para acompanhar o cantor
em suas apresentações. Formada por Nelson
Meirelles, na época produtor do Cidade Negra e de
vários programas de rádios alternativas do
Rio de Janeiro; Marcelo Lobato, que havia participado da
banda África Gumbe; Alexandre Menezes, o Xandão,
que já havia tocado com grupos africanos na noite
de Paris e Marcelo Yuka, que tocava no grupo KMD-5. Após
essa série de apresentações como banda
de apoio do jamaicano, os quatro resolveram continuar juntos
e colocaram anúncio no jornal O Globo para encontrar
um vocalista. Dentre extensa lista de candidatos, Marcelo
Falcão foi o escolhido.
O nome escolhido - O Rappa - vem da designação
popular dada aos policiais que interceptam camelôs,
os rapas. Com um p a mais para diferenciar, o nome foi escolhido.
Um exemplo de a palavra rapa ser aplicada aos caçadores
de camelôs pode ser encontrado na música "Óia
o rapa!" na composição de Lenine e Sérgio
Natureza, gravada pela banda no CD Rappa Mundi.
Finalmente, com Falcão na voz, Marcelo Yuka na bateria,
Xandão na guitarra, Nelson Meireles no contra-baixo
e Marcelo Lobato no teclado, estava formado O Rappa.
Em 1994, lançaram seu primeiro disco, que levou o
nome da banda. Único disco com a presença
de Nelson Meireles, que abandonou a banda por motivos pessoais.
Com a saída de Nelson Meireles, Lauro Farias, que
tocava com Yuka no KMD-5, assumiu o contrabaixo.
Em 1996, foi lançado o CD Rappa Mundi, que praticamente
introduziu a banda no cenário nacional e quase todas
as músicas foram sucesso. Entre elas, Pescador de
Ilusões, A Feira e a versão nacional para
o sucesso de Jimi Hendrix, Hey Joe.
Depois de três anos sem um álbum novo, em 1999
vem a público Lado B Lado A. Com letras "mais
fortes" que o anterior, mostra o amadurecimento da
banda e revela Yuka como letrista de alto nível em
músicas como Minha Alma e O que sobrou do céu,
além de Tribunal de Rua.
Em 2001, o baterista Marcelo Yuka foi vítima direta
da violência urbana, ao ser baleado durante tentativa
de assalto, ficando paraplégico e assim impossibilitado
de tocar bateria. Lobato assumiu o instrumento (deixando
para seu irmão Marcos Lobato, contribuinte d'O Rappa,
os teclados, este não entrou oficialmente para a
banda) e O Rappa voltou a tocar. Mesmo debilitado, o baterista
voltou ao grupo e no mesmo ano lançaram o disco “Instinto
Coletivo ao vivo”, com um show gravado em 2000, ainda
com Yuka na bateria e três inéditas de sua
autoria.
Em 2003, O Silêncio Q Precede O Esporro, primeiro
álbum sem ligação com Yuka foi lançado.
Sem as letras de Yuka, Marcos Lobato, tecladista colaborador,
tornou-se o principal compositor com a autoria de diversas
músicas de sucessos como Reza Vela e Rodo Cotidiano.
Em seguida foi lançado o DVD homônimo, gravado
ao vivo no Olimpo - Rio de Janeiro.
Em 2005, a banda gravou o especial Acústico MTV com
participação de Maria Rita em "O que
sobrou do céu" e "Rodo Cotidiano",
e Siba, do Mestre Ambrózio, na rabeca em algumas
músicas. O disco também rendeu um DVD com
algumas músicas além das presentes no CD.
No palco do Triângulo Music 2009, O Rappa, apresenta
as novas músicas da turnê “7 Vezes”,
além de também os clássicos já
conhecidos do fãs. A banda esteve recentemente apresentando
a turnê na Europa, visitando cidades como Turim, na
Itália, Barcelona, Londres e Paris.
Serifa
Comunicação – Assessoria de Imprensa
do Triângulo Music 2009