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Instituto Eu Quero Viver
quarta-feira, 19 junho, 2013 22:59

Nunca fomos tão brasileiros

Marcio Karsten | Divulgação
É preciso que os governantes saiam de seus palanques e púlpitos de arrogância e assumam seus erros pois, afinal de contas, são tão mortais quanto qualquer outro

O título deste texto, tirado (chupado) da banda punk da década de 80, Plebe Rude, momento em que o Brasil vivia sua “abertura” pós governo militar e, se não me engano, ainda sob o governo do Gal. Figueiredo, em pleno clima “Diretas Já”, com Ulisses, Tancredo, Osmar Santos, cantores, atores e demais lideranças daquela época.

Me lembro também, e muito bem, das manifestações Brasil afora pelo impeachment de Fernando Collor, conduzidos – dizem alguns – com maestria, pelo poder midiático, influenciando o comportamento dos jovens.

Nestas duas movimentações e manifestações de massa que o Brasil viveu, não haviam, ainda, celulares e as redes sociais. A comunicação era difícil e realizada, praticamente, no boca a boca, cartazes, megafones.

O brasileiro que passou sempre ao mundo uma imagem pacífica e inerte, repentinamente, acorda. Pede mudanças, pede segurança, saúde, educação, melhor uso do erário, carga tributária, ... Enfim, são tantas as reivindicações que poderia haver uma manifestação por dia, com os mais variados temas.

Há várias vertentes sobre esse assunto, vários temas a serem analisados, muita coisa a ser discutida e entendida ainda e, claro, muita coisa a ser feita, muitas ações a serem tomadas por nossos governantes e representantes. Mais agilidade, mais esforço, mais empenho, mais respeito.

Ouvir – com atenção – e, das duas uma: ou explicar o porquê da “coisa” daquele jeito ou providenciar as correções necessárias e, não somente da boca para fora, para que o cidadão se sinta valorizado por ter sido ouvido, na prática e, inclusive, acompanhamento do solicitador.

Claro que, para isso, é preciso estabelecer prioridades e que haja um planejamento de cidade, de estado, de país; e não um plano de governo – como já disse em "Um país soluçante".

É preciso que os governantes saiam de seus palanques e púlpitos de arrogância e assumam seus erros pois, afinal de contas, são tão mortais quanto qualquer outro. Falta humildade.

A mim, parece que o país está vivendo – finalmente – uma experimentação prática de civismo, uma renovação de valores (como todo o resto do mundo), em que as pessoas, finalmente, viram o poder que possuem – muito além das redes sociais e dos protestantes de poltrona, o que estava adormecido em muitas pessoas, devido à extinção das disciplinas em torno deste assunto das escolas e faculdades. Mas daí vem a questão: pode-se afastar o ensino cívico da pessoa, mas não se tira o espírito cívico de uma população.

Porém, para haver retorno das manifestações, é preciso organização, representação (não política), entendimento, abertura, conversa, por parte de todos os envolvidos.

Abrir mão de bandeiras e partidos, pensar – REALMENTE – nos cidadãos, munícipes, usuários e, principalmente, eleitores e responsáveis pela presença daquela pessoa naquela posição.

O que mais me encanta nestes protestes e manifestações é que, pelo que vejo, ao menos, são apartidários, sem vínculo com sindicato, central, partido ou o que seja. É um protesto do povo. Resta saber: os governantes estão ouvindo?

Nunca fomos tão brasileiros, nem em tempos de seleção brasileira de 1982, em que tínhamos o título como certo, com ruas pintadas, fachadas, fogos, etc.

Nunca fomos tão brasileiros, nem nos áureos tempos do “Diretas Já” ou do impeachment do Collor.

Nunca fomos tão brasileiros... mas até quando? O que esperar destas manifestações, destas pessoas? É preciso paciência, as “coisas” não vão mudar na velocidade que a Geração Y quer. Será um processo lento – se conduzido nas vias normais. Qual é a resiliência destas pessoas que estão se manifestando? Vão se reunir todos os dias para fazer, ao invés do happy hour, o riot hour todos os dias?

Qual é a disposição destas pessoas? E se a coisa encrespar, como dizemos aqui no sul? Se for preciso pegar em armas? Está-se disposto e preparado?

Só o tempo dirá.

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Márcio Karsten Administrador com especialização em MBA Empresarial. Atua como consultor de empresas nas áreas de Estratégia Empresarial e Marketing, já tendo atendido organizações de diversos segmentos e portes. É, também, professor em cursos técnicos, palestrante, conferencista e articulista, com diversos textos publicados em sites e revistas especializadas.

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