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Instituto Eu Quero Viver
sábado, 27 julho, 2013 10:35

O papa é pop. Mesmo

Tânia Rêgo/ABr
Acontece que Francisco é um ser humano simples. É alguém que abre mão do luxo e da riqueza, e mostra de algum modo, honestidade

O Papa está mais pop que o Neymar por aqui, e muita gente tem se perguntado o porquê. Como é que mesmo tanta gente que nem é católica pode simpatizar tanto com este velhinho simples e de sorriso sempre estampado no rosto?

Independente de qual seja a sua crença/religião, é bem provável que você concorde com alguns dos pontos que também percebi em Francisco.

E mesmo que eu ou você não frequentemos a sua igreja, talvez tenha sim algo que possamos aprender com o Santo Padre.

Acontece que Francisco é um ser humano simples. É alguém que abre mão do luxo e da riqueza, e mostra de algum modo, honestidade. No momento em que o Brasil enfrenta, receber este exemplo é mais do que bem aceito por todos. É um Papa que parece não poder ser corrompido. Corrompido, sim, é esta a palavra. Porque ele não foi comprado pelo sistema. Ele não se deixou engrandecer pela riqueza e poder que a igreja católica ainda pode oferecer. Abriu mão do ouro e do tapete vermelho, e expõe o próprio peito ao que for para beijar os fiéis. Ele é um homem do povo, e talvez por isso, esteja representando mais a nossa população do que qualquer um em que votamos.

Com esse Papa, também vemos uma série de fiéis católicos sem medo de abrirem as suas portas para homossexuais, mulheres, negros e todas as demais classes inferiorizadas pela sociedade. Em várias entrevistas, presenciei principalmente jovens dizendo que mesmo que não seja a doutrina da igreja, essas pessoas serão bem recebidas e acolhidas ali. Pode até ser que chegando lá, a coisa mude de figura, afinal também não vivo no conto da carochinha. Mas como Francisco se adentra entre as camadas sociais, os fiéis também pareceram perder o medo de se mostrar livres e sem preconceitos.

Francisco fala também sobre a nossa incapacidade de chorar. Ele mostra que perdemos nossa sensibilidade, e resgata em nós aquela sensação de que talvez, quem sabe, não seja tão feio assim se comover pelo outro. Que talvez, quem sabe, pensar no outro ainda seja um exercício bom. E não só pensar no outro necessitado, mas sim também nas pessoas da família, nos amigos, nas relações de trabalho. Abrir novamente o coração e a mente para ser realmente bom não só com os estranhos, mas também dentro da própria casa.

Além disso, o Papa fala sobre esperança. Esse sentimento que está cada vez mais escasso dentro da sociedade atual. E ele não nos fala isso sentado de um trono onde nada o atinge. Ele diz sobre esperança quase dentro dos olhos de cada um que o cerca. De frente, de perto. Como se dissesse: eu espero aqui junto à você. E não é preciso ser da mesma igreja para perceber (e gostar) disso.

Não sou católica, mas gostaria que mais pessoas pudessem transmitir essa mensagem que Francisco passa. Esse ar de humanidade que parece tão raro. Porque o bom de Francisco é que o Papa é Pop sem precisar mostrar o corpo, requebrar, quebrar guitarras, ganhar guerras ou sair no cinema. O Papa é Pop por valores que se perderam, que não se veem mais por aí na mídia. Esse Papa é Pop porque lembra coisas boas que nós deixamos perder dentro de nós mesmos, e que na verdade, sempre soubemos que deveríamos manter.

Não é preciso ser católico para saber que na realidade, o Papa é Pop porque é humano.

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Leia outros artigos de Dannie Karam
Dannie Karam tem cinco nomes enormes, mas espalha seus textos com um e meio. Já estudou em dezesseis escolas, morou em quase dez cidades, e já rasgou mais de trezentas poesias. Transita entre oito e oitenta, mas só costuma bater o pé por uma ou duas coisas. Criou com três amigas o Pipoca, Pimenta e Poesia. Vive mergulhada em milhares de folhas amassadas e acha que nasceu pra letras. Odeia esse negócio de números... E aceita assinantes em sua página do facebook

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