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sábado, 27 julho, 2013 20:56

Momento exige diálogo, diz papa Francisco sobre manifestações

Tânia Rêgo | ABr
A coexistência pacífica entre as diferentes religiões se beneficia da laicidade do Estado, que sem assumir como própria nenhuma posição confessional, respeita e valoriza a presença da dimensão religiosa na sociedade, favorecendo suas expressões mais concretas

O papa Francisco disse hoje (27), em seu discurso no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, que o momento exige diálogo construtivo, ao se referir às manifestações que ocorrem desde junho em praticamente todas as cidades do país.

"Entre a indiferença egoísta e os protestos violentos sempre há uma opção possível: o diálogo, o diálogo entre as gerações, o diálogo entre o povo e todos somos povo, a capacidade de dar e receber, permanecendo abertos à verdade. Um país cresce quando suas diversas riquezas culturais dialogam de maneira construtiva."

Ele ressaltou, em espanhol, que é fundamental nesse diálogo a contribuição das grandes tradições religiosas. “A coexistência pacífica entre as diferentes religiões se beneficia da laicidade do Estado, que sem assumir como própria nenhuma posição confessional, respeita e valoriza a presença da dimensão religiosa na sociedade, favorecendo suas expressões mais concretas."

Ao reforçar a defesa do diálogo, o papa Francisco destacou a cultura da humanidade social. "O outro sempre tem algo a me dar, quando sabemos nos aproximar dele, com a atitude aberta e disponível, sem preconceitos. Essa atitude eu a definiria como humildade social, que é a que favorece o diálogo. Ou apostamos na cultura do diálogo ou todos perdemos."

Após o discurso, aplaudido de pé pelos mais de 2 mil convidados, o papa Francisco recebeu cumprimentos e presentes de líderes comunitários e representantes dos vários segmentos da sociedade. A cerimônia terminou com a execução da música tema e do hino da JMJ e com o hino oficial da Cidade do Rio de Janeiro, Cidade Maravilhosa.

Tolerância
Em mais um momento de descontração, o papa Francisco usou hoje (27) um cocar que ganhou de presente do índio pataxó da Bahia Ubiraí, durante cerimônia no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Francisco benzeu indígenas, vestidos com seus trajes típicos, e agradeceu o presente de Ubiraí. O pontífice também recebeu representantes de religiões afrobrasileiras. A iniciativa do papa foi comemorada pelos não católicos e representantes da sociedade civil.

Ubiraí e mais três indígenas da aldeia Coroa Vermelha, em Porto Seguro, na Bahia, cumprimentaram o papa. Todos estavam vestidos com os trajes típicos e as pinturas corporais tradicionais de sua etnia. As indígenas se ajoelharam e beijaram a mão do papa, que retribuiu benzendo-as na testa. Todos se disseram católicos.

O conselheiro estratégico do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap) e da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (Ccir), o babalaô Ivanir dos Santos, disse à Agência Brasil que foi um “encontro histórico”.

Santos aproveitou o encontro para presentear Francisco com o livro que conta sobre as manifestações em favor da liberdade religiosa, intitulado Caminhando a Gente Se Entende, que reúne fotografias das quatro últimas edições dos protestos. “O papa receber um indígena e um candomblecista é muito simbólico”, ressaltou.

“Pela primeira vez, um papa recebe um candomblecista, um sacerdote de religiões de matriz africana, o que não ocorreu nem mesmo na África”, destacou o babalaô. Santos ressaltou que a ação do papa, em receber representantes de várias religiões, demonstra o respeito às diferenças, exemplo que deve ser seguido. “No cenário em que há um crescimento da intolerância religiosa cada vez maior no país, isso é tido como um compromisso de combate à intolerância religiosa”, disse.

via Agência Brasil

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