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Quinta-feira, 7 Novembro, 2013 12:22

Propagando um Brasil melhor

 
Tânia Rêgo / Agência Brasil

Depois de pegar o carrinho, usá-lo e passar pelo caixa, deixá-lo novamente no local indicado. Quando houver muita gente enfileirada, entender que deve haver literalmente uma fila, e perguntar para alguém antes de simplesmente furá-la.

Dar a preferência à idosos, grávidas e deficientes. Oferecer a passagem quando passar pela porta do elevador, um corredor ou quando mais de uma pessoa chega ao mesmo tempo no mesmo local. Usar termos como "por favor" e "obrigada", desde a fila do caixa até o presidente da empresa.

Chamar pessoas idosas por "senhor" e "senhora" a menos que as próprias te digam para não fazê-lo. Guardar o papel de bala no bolso e a garrafinha no carro até que você cruze com uma lixeira. Pegar um objeto que caiu da mão de uma pessoa e devolver integralmente a ela. Não quebrar coisas que não são suas só porque estão lá – como é o caso de objetos de hotéis, carros e roupas alugados ou pertences emprestados dos outros. Falar com os subordinados com a mesma educação que fala com os chefes.

Agradecer ao porteiro que te permite entrar – mesmo que faça isso dez vezes ao dia. Não demorar duas horas para descer para buscar sua entrega. Não desmarcar compromissos em cima da hora. Respeitar diferentes sotaques, costumes e religiões. Falando nisso, não tentar catequizar uma legião de pessoas para seguirem sua própria religião. Ouvir as músicas que deseja com fone de ouvido quando em ambientes públicos.

Pedir desculpas quando se bater com as pessoas e deixar os caminhos livres para circulação. Não deixar que as crianças sejam folgadas com os mais velhos ou que ocupem todo o espaço destinado à passagem. O mesmo para animais de estimação: mantê-los junto à você, sem aquela coleira infeliz que corta a calçada e provoca tropeções. Ser coerente com o tempo que usa em caixas eletrônicos, aparelhos de academia e o que mais for de uso coletivo.

Não deixar a família inteira espalhada, um em cada fila, nos mercados, bilheterias e afins aguardando para ver quem será chamado primeiro. Respeitar o sinal de pedestre. Evitar buzinas desnecessárias. Preferir oferecer um pedaço do bolo ou do almoço para outra pessoa – o vizinho, o porteiro, a faxineira – do que jogar comida boa e fresca no lixo. Empurrar as cadeiras de volta para baixo da mesa, evitando bloqueio da passagem. Cuidado com sacolas e guarda-chuvas para não bater em outras pessoas.

Não achar que o pisca- alerta dá o direito de parar o carro onde bem se entende, principalmente quando esse lugar é mão única e não deixa mais o trânsito fluir. Não deixar o carro (ou seja lá o que for) na calçada só porque você não a utiliza da mesma forma que os demais. Lembrar que os metrôs costumam vir em intervalos de no máximo três minutos e não forçar a entrada, machucando outros passageiros. Lembrar que não se deve levantar do assento até que as luzes da cabine estejam apagadas, conforme orientação da aeromoça nos aviões.

Apreciar (e não depreciar) obras de arte, mesmo que você não as ache tão interessante assim. Fazer a manutenção daquilo que é velho e obsoleto ao invés de só valorizá-los no exterior. Boicotar produtos que estão mais caros de propósito. Não contratar serviços que superfaturam em feriados ou ocasiões especiais só porque são as únicas datas que você tem disponível. Parar de idolatrar marcas estrangeiras e brigar mais pelos direitos que lhe pertencem, ao invés de achar que errado é você.

Debater a situação do país com espaço para aceitar novas idéias e esquecer de fundamentalismos partidários, pensando em soluções mais amplas que realmente façam bem para o país. Entender que algumas pessoas não tiveram as mesmas condições e que portanto, podem sim depender de ajuda, de programas assistenciais e até de esmolas – ao invés de só criticá-los e chamá-los de vagabundos. Saber que ser brasileiro significa também ter todos estes gestos de "gentileza" e consciência coletiva.

Não é tão difícil ter um país melhor. Basta cultivar um comportamento diferente, de civilidade e compaixão e talvez o Brasil que tanto sonhamos possa realmente existir. Que tal começarmos por nós mesmos?

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Dannie Karam tem cinco nomes enormes, mas espalha seus textos com um e meio. Já estudou em dezesseis escolas, morou em quase dez cidades, e já rasgou mais de trezentas poesias. Transita entre oito e oitenta, mas só costuma bater o pé por uma ou duas coisas. Criou com três amigas o Pipoca, Pimenta e Poesia. Vive mergulhada em milhares de folhas amassadas e acha que nasceu pra letras. Odeia esse negócio de números... E aceita assinantes em sua página do facebook

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