Contribua   Assine   ou Acesse nossa campanha no Apoia-se

Nossos sites

Parceiros

Expediente

Políticas do Portal

Contribua para manter o Parque Nacional Serra da Capivara | Patrimônio Mundial pela Unesco
GERAL CADERNO 1 CADERNO 2 CADERNO 3
CADERNO 4 BLOGS LINKS ÚTEIS METEOROLOGIA

| Dengue, Zika e Chikungunya no Caderno Saúde |
A sociedade mobilizada para vencer essa luta

Inovação | Navios Pesquisa| Luz Síncrotron

Ecopontos, Feiras-Livres e outros serviços em Uberlândia
quinta-feira, 8 janeiro, 2015 - 12h02

Processos químicos ganham a nanociência como aliada

   
Marcos Santos / USP Imagens
Equipe tem demonstrado aplicações que são passíveis de chegar ao mercado

No Instituto de Química (IQ) da USP, o professor Pedro Henrique Camargo Cury pesquisa e desenvolve nanomateriais que possam ser usados nas áreas de catálise, plasmônica e geração de energia.

O professor também é um dos participantes do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Nanotecnologia e Nanociências (NAP-NN) da USP.

A produção da maioria dos materiais químicos recorre ao processo catalítico para aumentar a velocidade das reações envolvidas. Os nanomateriais, por sua vez, elevam a velocidade da catálise ou a reatividade química.

O grupo por ele liderado é formado por alunos de pós-doutorado, doutorado, mestrado e iniciação científica, interessados, principalmente, no desenvolvimento de materiais metálicos com características físico-químicas controláveis.

Como exemplos estão o ouro, a prata e a platina. Os parâmetros básicos estudados são o tamanho, a forma e o tipo de superfície, investigando-se como tais materiais podem mudar as propriedades de uma estrutura.

Se mesmo em laboratório as nanotecnologias ainda precisam superar alguns desafios, é fato que a produção e aplicação em larga escala envolve ainda mais dificuldades. A transição do laboratório para a indústria requer métodos assertivos de produção de nanomateriais – que possam ir “direito ao ponto” – algo complexo quando pensamos em grandes volumes. Gradualmente, porém, a equipe do IQ tem demonstrado aplicações que são passíveis de chegar ao mercado.

Em funcionamento há três anos, o laboratório de Cury já conseguiu alcançar uma série de avanços. O grupo desenvolveu, por exemplo, uma variedade de monomateriais bimetálicos de prata, prata-ouro, prata-paládio e prata-platina para uso em reações catalíticas. A vantagem é que as propriedades dos bimetálicos podem ser potencializadas devido à combinação de sinergismos dos seus componentes.

Plasmônica

Em relação à plasmônica (estudo do processo de formação dos plásmons ondas densas que podem codificar informações mais rápido do que nos métodos convencionais, a partir da incidência da luz sobre uma superfície condutora em contato com material não-condutor) os estudos se debruçaram sobre a aplicação em procedimentos que são catalisados (ou cuja catálise é intensificada) pela propriedade plasmônica, devido à irradiação de luz. Assim, a luz é usada como fonte limpa e abundante de energia para aumentar a eficiência dos processos químicos. Foram desenvolvidos, ainda, materiais que podem ser usados como eletrocatalisadores para a reação de oxidação de etanol, com forte apelo econômico ligado ao preço das células combustíveis.

Outro processo que pode ser otimizado pelos nanomateriais, objeto de estudo pelo grupo, é o desenvolvimento de sensores capazes de detectar moléculas em baixos níveis de concentração no sangue, identificando doenças antes mesmo que elas apareçam nos exames tradicionais. Engrossam a lista quase infinita de aplicações possíveis para os nanomateriais analisados no IQ os equipamentos de segurança que utilizam o reconhecimento biométrico. Por fim, Cury destaca a importante parceria do laboratório com a Universidade de Manchester, na Inglaterra. O carro chefe é a caracterização avançada de nanomateriais através da técnica de microscopia eletrônica. O método possibilita que os nanomateriais sejam vislumbrados de forma total e com maior clareza de detalhes.

O grupo do professor Cury trabalha fundamentalmente com novas tecnologias, mas há uma grande preocupação com o meio ambiente. Para ele, os projetos na área devem unir “o melhor dos dois mundos”. Assim, todas as formas de desenvolvimento de nanomateriais estudadas têm como premissa a obtenção de resultados os mais sofisticados e complexos possíveis, usando as rotas mais acessíveis. Neste sentido, o grupo prioriza o uso da água como solvente em todos as pesquisas. Além disso, busca realizar a síntese das reações químicas em temperatura ambiente – ou a mais baixa possível – e desenvolve métodos que possam simplificar os processos, tornando-os economicamente atrativos para o uso industrial.

Os ganhos nas propriedades e possibilidades de aplicações em produtos, garante Cury, podem tornar o uso dos nanomateriais extremamente rentável. Após sua efetiva implantação e desenvolvimento, o custo total iria diminuir, e o resultado seria ambientalmente amigável. Os chips de computadores são lembrados pelo docente como exemplo: no início da microeletrônica tinham preços caríssimos, e hoje estão bem mais baratos e presentes em uma infinidade de equipamentos.

Joana Leal, do USP Online

Material jornalístico de uso livre segundo as atribuições específicas de cada fonte exceto quando especificado em contrário. Fotos e textos podem pertencer a autores diferentes, sempre devidamente identificados. Créditos das fotos devem ser preservados. Nenhuma das fontes mantém qualquer vínculo comercial ou de outra ordem conosco. Em caso de dúvida, consulte. Leia também nossos Termos de Uso e Serviço | Preços, prazos, links e demais informações podem sofrer alteração e correspondem ao dia em que o material foi publicado sendo de responsabilidade da fonte original.

Documento sem título
Considere contribuir com nosso trabalho

Últimas no FarolCom

Veja também

FarolCom no Twitter

FarolCom no Pinterest