Contribua   Assine   ou Acesse nossa campanha no Apoia-se

Nossos sites

Parceiros

Expediente

Políticas do Portal

Contribua para manter o Parque Nacional Serra da Capivara | Patrimônio Mundial pela Unesco
GERAL CADERNO 1 CADERNO 2 CADERNO 3
CADERNO 4 BLOGS LINKS ÚTEIS METEOROLOGIA

#zikazero | CLIQUE AQUI, SAIBA MAIS E PARTICIPE | #zikazero
A sociedade mobilizada para vencer a luta contra o mosquito

Inovação | Navios Pesquisa| Luz Síncrotron

Instituto Eu Quero Viver
sábado, 24 janeiro, 2015 - 19h40

Nanoarte colabora no ensino e divulgação da área

   
Ricardo Tranquilin e Rorivaldo Camargo/Nanoarte
No universo nanométrico, o óxido de cobre pode ser confundido com novelos de lã

Cientistas exploram o universo nanométrico buscando inovações na medicina, novas possibilidades para a tecnologia e aplicações em processos industriais.

Mas a pesquisa na área também descobriu que as minúsculas partículas podem oferecer ainda um belíssimo espetáculo visual, atraindo a atenção para o mundo em escala nano.

Por meio de imagens obtidas em microscópios eletrônicos de alta resolução, estudiosos ligados ao Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos (CMDMC) e ao Instituto Nacional de Ciência dos Materiais em Nanotecnologia (INCTMN) perceberam que poderiam aliar arte e informação e criaram o Nanoarte.

Óxidos de vários tipos, polímeros e outras substâncias utilizadas nas pesquisas do grupo foram retratados com um toque artístico.

Produzidas em branco e preto, as imagens selecionadas foram coloridas no computador e, algumas, escolhidas para compor vídeos, acompanhados de trilha sonora com música erudita.

Em alguns casos, a aplicação da técnica acabou tornando as imagens parecidas com objetos do cotidiano – o óxido de prata, por exemplo, se parece com um amontoado de bolas de tênis; o óxido de cobre pode ser confundido com novelos de lã.

Desde 2008, quando teve início o projeto, os trabalhos do Nanoarte já foram expostos em eventos nos Estados Unidos e em Israel, e também em um dos encontros da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. O CMDMC e o INCTMN são formados por grupos de pesquisadores da USP, Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen – autarquia estadual associada à USP). Segundo o vice-coordenador do INCTMN e Pró-Reitor de Graduação da USP, Antonio Carlos Hernandes, no momento não estão sendo produzidos novos vídeos e fotos artísticas, mas a divulgação continua. “O projeto Nanoarte passou para a fase de aplicação de cursos e palestras em escolas com a disseminação de conceitos de física e química associados à questão da nanotecnologia”, afirma.

Outra iniciativa que alia arte e ciência é o Concurso de Imagens em Ciências da Vida, promovido pelo Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP em parceria com a Carl Zeiss desde 2012. O concurso premia imagens produzidas por meio de microscopia eletrônica e o universo nano frequentemente é retratado nas imagens, que buscam despertar o interesse pela pesquisa. O prêmio Nobel de Química de 2014, inclusive, foi destinado a um trio de cientistas que conseguiram elevar a capacidade dos microscópios a um novo patamar, tornando possível observar com mais detalhes a realidade em escala nanométrica.

Do laboratório para a sala de aula

Coordenador de difusão científica do CMDMC, Hernandes conta que o centro promove cursos de curta duração para alunos do ensino médio e ensino fundamental em diferentes temas de ciências. “Já para os professores, a lógica para divulgar o tema da nanociência e nanotecnologia é outra. Em 2014, apresentamos palestras e minicursos a professores do ensino médio das cidades de São Carlos e Mirassol, no interior de São Paulo, focando a História da Ciência e Meio Ambiente. Nos minicursos, tratamos a evolução da tecnologia e as demandas por energia com o respectivo impacto ao meio ambiente”, conta.

Para a docente Miriam Sannomiya, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, a formação dos professores é um dos principais desafios para a abordagem da nanotecnologia na escola. Pesquisadora na área de química orgânica, Miriam coordenou um projeto sobre materiais didáticos envolvendo o tema. Entre outras constatações, a pesquisa apontou a escassez de materiais, como sites e jogos interativos, que disseminassem conteúdos da área no Brasil. “No exterior existem vários, porém todos em alemão, japonês e inglês”, avalia.

Assim, junto à professora Kathia Honório, também da EACH, Miriam criou um site, o Nanoeach, reunindo jogos, vídeos e conteúdos diversos que abordam as características, desafios e conceitos que envolvem o mundo nano. “Como vários produtos que usufruímos hoje em dia são oriundos da nanotecnologia, é imprescindível que as pessoas tenham um conhecimento mínimo do assunto”, comenta.

Para o professor Antonio Carlos Hernandes, é preciso estimular a abordagem da ciência envolvendo diversas temáticas, de forma ampla, levando o aluno a pensar de maneira aberta – e as aulas práticas, nesse sentido, são sempre motivantes. “O estudante deve ser estimulado a ver a natureza ao redor como um grande laboratório”, acredita. “A nanociência/nanotecnologia pode ser usada para trabalhar conceitos de escala, grandezas, potências de dez em matemática, e por aí vai”, completa. Segundo Hernandes, embora seja grande o desconhecimento dos alunos em temas de ciência e tecnologia, a experiência de apresentar palestras e cursos em escolas mostra que muitos se interessam pelo assunto e depois procuram a universidade, prova de que, assim como as nanopartículas podem fazer avançar muitos passos na ciência, tais iniciativas também podem ter grande impacto na formação dos estudantes.

Aline Naoe, do USP Online

Material jornalístico de uso livre segundo as atribuições específicas de cada fonte exceto quando especificado em contrário. Fotos e textos podem pertencer a autores diferentes, sempre devidamente identificados. Créditos das fotos devem ser preservados. Nenhuma das fontes mantém qualquer vínculo comercial ou de outra ordem conosco. Em caso de dúvida, consulte. Leia também nossos Termos de Uso e Serviço | Preços, prazos, links e demais informações podem sofrer alteração e correspondem ao dia em que o material foi publicado sendo de responsabilidade da fonte original.

Documento sem título
Considere contribuir com nosso trabalho

Últimas no FarolCom

Veja também

FarolCom no Twitter

FarolCom no Pinterest