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Urbanização dispersa e custos socioambientais: por uma cidade mais sustentável

segunda-feira, 7 junho, 2010 13:09

Ricardo Ojima | Pesquisador Fundação João Pinheiro

O recente debate no município de Belo Horizonte sobre o processo de verticalização da região no entorno da Lagoa da Pampulha, embora não tenha sido aprovado, levantou um debate sobre o que se espera do processo de urbanização para o futuro sustentável das cidades. O caso do Complexo Arquitetônico da Pampulha é específico, pois não ser trata apenas de uma questão de rever a legislação de zoneamento urbano e permitir o seu adensamento, mas, sobretudo, analisar os impactos no turismo e na representação social que esta região possui para a sociedade. Entretanto, há que se pensar, do ponto de vista da urbanização sustentável, quais seriam as melhores alternativas.

Já é possível encontrar no Brasil e no mundo, debates importantes sobre qual seria o desenho urbano que otimiza investimentos, qualidade de vida, acessibilidade e mobilidade. Em um artigo recente, o pesquisador da Fundação João Pinheiro e colaborador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) apresenta alguns elementos importantes para pensar a sustentabilidade nas cidades. Hoje, a tendência a uma urbanização dispersa, sobretudo, pela expansão do modelo de ocupação de média e alta renda em direção aos novos empreendimentos em condomínios e loteamentos fechados, tem aumentado a necessidade de deslocamentos intra-urbanos (e com isso incentivando o aumento da frota de veículos), aumentado os custos de investimentos em infra-estrutura (malha viária, abastecimento de água, esgoto, lixo, etc), aumentando a amplitude da cobertura de serviços públicos (escolas, saúde, cultura e lazer).

Por outro lado, as cidades densas e compactas, apresentam as chamadas “ilhas de calor”, onde a temperatura média é superior nas áreas centrais do que nas áreas mais afastadas dos centros, apresentando uma demanda maior por sistemas de ventilação, elevando o consumo energético. Há ainda uma pressão maior ao sistema viário, pois a densidade elevada torna os espaços públicos insuficientes para a mobilidade das pessoas, principalmente nos horários de rush. Assim, independentemente de posicionamentos contrários ou favoráveis sobre o adensamento ou não das áreas urbanas, é importante se dar conta que existem prós e contras. É preciso debater esses temas de maneira coletiva e entender que muitas vezes a análise precisa levar em conta o interesse coletivo da sociedade. Enfim, quem se beneficia com a urbanização dispersa e se é esse o modelo mais sustentável?

Leia mais:
http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/?p=9556
http://www.bemparana.com.br/index.php?n=56731&t=a-urbanizacao-dispersa-e-uma-tendencia-mundial
http://www.uff.br/geographia/ojs/index.php/geographia/issue/view/ISSN%201517-7793/showToc

João Paulo Azzi | Sistema Estadual de Informação sobre Saneamento (SEIS/MG)
Centro de Estatística e Informação - CEI | Fundação João Pinheiro - FJP
Belo Horizonte - MG


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