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segunda-feira, 25 março, 2013 21:23

Crise ressurge e força resgate do setor bancário no Chipre

Clara Natoli
O foco desta vez começou pelo Chipre, país-ilha localizado no Mar Mediterrâneo, e dono da terceira menor economia da zona do euro

Quando a economia mundial mostrava reação à última crise em 2012, os europeus voltaram a se preocupar com ela novamente na última semana.

O foco desta vez começou pelo Chipre, país-ilha localizado no Mar Mediterrâneo, e dono da terceira menor economia da zona do euro.

Os bancos cipriotas fecharam as portas na semana passada em represália à taxação de contas bancárias em até 10% em troca de empréstimos bilionários da Troika (Banco Central Europeu, Comunidade Europeia e Fundo Monetário Internacional) ao governo local.

Desde então, a população não tem como sacar dinheiro nem fazer operações bancárias. Ao saber do acordo, muitos correram aos bancos para retirar dinheiro antes de ficar sem nada. Ciente do desastre eminente do convênio assinado, o parlamento votou contra a medida, o que resultou em uma crise política no Chipre.

A manobra do governo para reverter a situação, mas ainda assim contar com o empréstimo dos bancos, foi a taxação de 40% sobre os depósitos acima de € 100 mil. A conseqüência dessa ação foi rápida: o setor bancário não saiu do risco e o segundo maior banco do país vai ter de fechar as portas em definitivo.

O resgate de 10 bilhões de euros será feito e os pequenos depositantes estarão protegidos. Essa é a única solução encontrada para livrar o Chipre da falência e causar estragos macroeconômicos. Caso a turbulência chegue à península ibérica, Portugal e Espanha, que seguem frágeis por conta da última recessão, podem se quebrar de vez.

O modelo adotado deve servir de exemplo para futuros resgates de países da zona do euro, segundo o portal de notícias de Portugal, Sapo.pt. A ideia é que os mecanismos europeus de salvamento não financiem mais a recapitalização dos bancos. Essa tarefa caberá aos credores, acionistas e depositantes.

Ainda de acordo com o portal, o ministro das Finanças dos Países Baixos e presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, disse que os investidores que tomam riscos devem aprender a lidar com eles e, caso não consigam, não deveriam tê-los assumido. Para Dijsselbloem, essa é uma decisão necessária para que haja um setor financeiro saudável e sólido.

O medo dos europeus é que a crise atinja novamente outros países do bloco. Por isso, salvar os cipriotas é a única forma de evitar que a nuvem chegue à zona do euro e abale a estrutura do Velho Continente pela segunda vez em menos de um ano. Embora o Chipre seja uma ilha, a economia segue globalizada.

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