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Saúde - Rubéola

OPAS elogia ação do Brasil contra a rubéola

Organismo internacional destaca a iniciativa dos estados e municípios de levar vacina para lugares com grande fluxo de público, especialmente o masculino


A diretora geral da Organização Pan-americana (OPAS), Mirta Roses Periago, elogiou a iniciativa de estados e de municípios brasileiros de levar à vacina contra a rubéola aos locais de maior fluxo de pessoas, especialmente os homens, como forma de garantir a maior cobertura vacinal possível. “A campanha contra a rubéola realizada pelo Brasil renderá muitas lições para o mundo porque traz inovações para atingir o público, como vacinar em estádios, rodeios, praças, praias e outros lugares com muito fluxo, especialmente de homens, que são historicamente resistentes à vacinação”, afirma Periago, que inaugurou hoje (15), em Duque de Caxias, Rio de Janeiro, o centro especializado da OPAS para Treinamento de Gestão em Emergência Sanitária, único no mundo e unidade de referência da Organização Mundial de Saúde (OMS). A diretora reforçou que, levando em consideração a faixa-etária e o período de campanha, a ação brasileira “é histórica e sem precedentes”.

De acordo com a diretora geral da OPAS, com sede em Washington (EUA), a estratégia diferenciada adotada pelo Brasil deve servir como modelo para diversas nações do mundo que ainda não fizeram campanha contra rubéola voltada para adolescentes e adultos, tais como a Rússia, Índia e China, que também terão que investir nesse tipo de ação para garantir a eliminação do vírus.

Além da atuação do Ministério da Saúde, estados e municípios brasileiros, Mirta Roses Periago elogiou também a participação da imprensa brasileira que faz intensa divulgação da campanha contra a rubéola.
Desde o início, a ação contra rubéola no Brasil vem sendo elogiada pelo seu ineditismo e amplitude. Iniciada no dia 9 de agosto, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Rubéola ainda ocorre nos estados da Região Norte Amapá, Amazonas, Acre, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins ? além de Goiás, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo. De acordo com dados apurados às 17h de hoje, já haviam sido informada a vacinação de 55,1 milhões de pessoas, o que corresponde a quase 80% de cobertura da população que deve se vacinar.

OBSERVADORES – A Campanha Nacional de Vacinação contra a Rubéola conta com a participação de observadores internacionais, uma ação conjunta com a OPAS, que acompanha a ação desde o início de setembro. Mais que levar para outros países do mundo a experiência brasileira de vacinação em massa de grandes proporções, os sete observadores que estão no Brasil levam na bagagem a criatividade dos brasileiros.

“O que presenciamos em São Paulo servirá de exemplo para as campanhas em outras cidades populosas do planeta, como Beijing e Nova Deli”, afirmou o consultor para o sarampo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Edward Hoekstra. Ele considerou muito positiva a iniciativa paulista de buscar adultos jovens em estações de metrô e de trens metropolitanos. “Em uma hora, uma única equipe vacinava mais de 400 pessoas”, calculou Hoekstra. Ele também destacou as investidas de equipes de vacinação em shopping centers da capital paulista, em que comerciários e clientes eram imunizados dentro das próprias lojas. A equipe destacada para São Paulo também acompanhou os profissionais em um bairro da Zona Leste da capital.

De Salvador, os observadores destacaram a ação de montar postos de vacinação em locais de grandes shows, como o da cantora Ivete Sangalo, e também em grandes empresas. “Mas ainda é preciso buscar estratégias de chegar aos trabalhadores do mercado informal e desempregados”, ressalvou David Sniadack, da área de Imunizações da OMS, sediada em Nova Iorque. Para ele, a descentralização das ações do Sistema Único de Saúde (SUS) permite a elaboração de estratégias para grupos específicos, de acordo com as realidade e culturas locais. “Na Bahia, consideramos muito eficiente o trabalho desenvolvido pelos agentes comunitários de saúde, que têm buscado e convencido os não vacinados nas comunidades em que atuam”, elogiou.

No Rio de Janeiro, as autoridades de saúde acompanharam, no início do mês de setembro, o primeiro dia de trabalho da unidade volante instalada em um ônibus, da Prefeitura do Rio de Janeiro. O primeiro ponto foi o Projac, estúdio de gravação da TV Globo, por onde passam, diariamente, cerca de seis mil pessoas. No Rio de Janeiro, algumas iniciativas têm buscado grupos marginalizados, como homossexuais, populações de rua e profissionais do sexo. No dia 6 de setembro, por exemplo, a Prefeitura de Cabo Frio, município da Região dos Lagos, teve uma unidade na parada gay da cidade. “Investimos também em locais com grande presença masculina, que, na cidade do Rio de Janeiro, é o futebol e o samba”, destacou a coordenadora do programa estadual de Imunizações, Andréia Ayres.

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16/09/2008
Agência Saúde
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