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Instituto Eu Quero Viver
24/10/2008

Mil bombeiros entram no combate à dengue no RJ

   

No Rio de Janeiro, ministro Temporão participa da diplomação de profissionais treinados para ações de prevenção à doença

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabal, participaram nesta sexta-feira (24) da cerimônia de diplomação de bombeiros que receberam treinamento para reforçar as ações de combate à dengue no Rio de Janeiro.

Dos 2,5 mil bombeiros destacados para atuar como agentes de combate à doença no estado, 1 mil já concluíram o treinamento e estão habilitados a iniciar o trabalho em 1º de novembro.

“Esses profissionais passam a ter uma função muito importante, que é a de educar, informar e mobilizar a população. Cada visita é uma oportunidade de conversar com a dona de casa, a família, as crianças”, afirmou o ministro.

Segundo Temporão, somente uma ação dia-a-dia do poder público, com mobilização da população será possível “virar essa guerra contra a dengue a nosso favor”. O ministro ressaltou, ainda, que já está em curso um projeto semelhante com o as Forças Armadas, que treinarão recrutas para reforçar o combate ao mosquito transmissor, além da parceria no atendimento a população em situações de maior gravidade.

Cada bombeiro recrutado em quartéis da capital, da Baixada Fluminense e na Defesa Civil tem como meta visitar 800 imóveis a cada 60 dias. Nesses locais, os bombeiros orientarão moradores sobre prevenção e aplicarão larvicidas. Para isso, cada agente receberá uma gratificação temporária e um “kit-dengue”, contendo formulários de controle, larvicida, álcool e algodão para recolhimento e conservação do material encontrado.

“Sem união de esforços, sem soma, não chegaremos a lugar nenhum. Toda vez que as forças se unem, quem ganha é a população”, afirmou o governador Sérgio Cabral. A atuação dos bombeiros não será restrita à capital. O plano de combate à dengue no Rio prevê a distribuição de equipes também por municípios da Baixada Litorânea e do Médio Paraíba, além de São Gonçalo, Angra dos Reis e Parati.

O número de bombeiros selecionados para o combate à dengue no Rio de Janeiro é superior à quantidade de profissionais que exerceram a atividade no verão passado. À época, em quatro meses, 1,6 mil bombeiros visitaram 600 mil residências, prédios públicos e depósitos.

O reforço à luta contra a doença no estado se justifica pelos números. De janeiro a agosto de 2007, foram notificados no Rio de Janeiro 57.640 casos de dengue. Em 2008, considerando o mesmo período, esse número saltou para 240.411, o que representa um aumento de 317%.

INVESTIMENTOS – Neste mês, o Ministério da Saúde anunciou a liberação de R$ 128 milhões adicionais para o Teto Financeiro de Vigilância em Saúde (TFVS) de estados e municípios. Em toda a estratégia de combate à dengue, o Ministério da Saúde investirá, neste ano, R$ 1,08 bilhão – um aumento de 23% em relação a 2007. É o maior volume de recursos já investidos pelo Ministério da Saúde com essa finalidade.
Os recursos adicionais são destinados aos municípios prioritários dentro da estratégia nacional de combate à doença, como áreas de fronteira e turísticas, regiões metropolitanas e com mais de 50 mil habitantes. “Neste ano, a informação é fundamental para que enfrentemos a dengue. Mas, precisamos transformar esse conhecimento em ação e mobilização coletiva”, completou o ministro.

HOSPITAL DO CÂNCER II – Ainda no Rio de Janeiro, o ministro José Gomes Temporão inaugurou o ambulatório do Hospital do Câncer II (HC II), unidade do Inca (Instituto Nacional de Câncer) especializada em ginecologia oncológica. Com investimentos de R$ 3,6 milhões do Ministério da Saúde para a concepção de um espaço humanizado, com harmonização de cores, som e iluminação, o HC II é a primeira unidade do Inca a adotar os conceitos da Política Nacional de Humanização da Gestão e Atenção do SUS.

A conclusão das obras disponibilizou para o HC II 22 consultórios para atendimento especializado na área de ginecologia oncológica, mais do que o dobro dos 10 consultórios existentes antes da inauguração. No novo ambulatório há também espaços para atendimento em fisioterapia e psicologia, além de um centro de estudos e espaço exclusivo para hemotransfusão.

A inauguração do ambulatório marca o término da segunda etapa de obras do HC II, iniciada em 2006. Naquele ano, o Ministério investiu R$ 4,8 milhões na ampliação da área física do hospital, que cresceu de 6.200 m² para os atuais 7.300 m². A expansão possibilitou um aumento de 30% no atendimento a pacientes em quimioterapia ambulatorial e de 20% nos leitos de emergência.

A cada ano, são realizadas no HC II, em média, 2,5 mil internações, 36 mil consultas médicas e 13 mil consultas multiprofissionais com nutricionistas, assistentes sociais, psicólogos, enfermeiros e fisioterapeutas.

Atendimento ao Cidadão
0800 61 1997 e (61) 3315 2425

Por Lucianna Carvalho e Renato Strauss | Agência Saúde


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