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Saúde

Doenças ocupacionais registram crescimento

Apesar de alarmante, situação pode ser amenizada, diminuindo os índices de afastamento. Hospital Orthomed Center oferece programa especial para colaboradores.

O registro de doenças ocupacionais deu um salto nos últimos anos. Desde que o mundo descobriu o ‘boom’ do capitalismo com o advento da revolução industrial, o número de colaboradores com lesões relacionadas ao trabalho cresceu assustadoramente. Segundo dados do Ministério da Previdência, só no início de 2008, as notificações de doenças do sistema osteomuscular - nas quais incluem as lesões por esforço repetitivo (a famosa LER) e que representam 84,7% do total de doenças empregatícias, aumentaram 512%, induzindo um crescimento de 134% nas enfermidades ocupacionais.

Os dados são alarmantes, mas o que muita gente não sabe é que esse tipo de patologia pode ser desenvolvida pela falta de conhecimento do próprio funcionário. Sim. Muitas vezes as empresas notificam um grande número de colaboradores que não sabem manusear corretamente o objeto de trabalho, não se sentam da maneira devida na cadeira e que não sabem quanto tempo devem ficar na frente do computador.

Trabalho e lei natural
Com o objetivo de acabar com as doenças ocupacionais, as corporações passam a criar e colocar inúmeros artifícios em prática, em uma luta constante pela melhoria no ambiente de trabalho. A Ergonomia – termo derivado das palavras gregas ergon (trabalho) e nomos (lei natural)- é uma dessas saídas e tem se mostrado uma ótima alternativa para melhorar a qualidade de vida do trabalhador brasileiro.

Ainda que o nome pareça complicado, ergonomia é o estudo científico relacionado ao entendimento das interações entre seres humanos e outros elementos de um sistema, ou seja, é a disciplina que ensina a compreender a utilidade e a motricidade das ferramentas que são utilizadas no dia-a-dia. “Pode-se dizer que esta ciência se baseia na usabilidade. Quanto mais adaptado for nosso ambiente de trabalho, quanto mais eu entender a dinâmica do que faço, maiores serão os níveis de eficácia que poderei atingir. Assim, o colaborador ganha e a empresa também”, revela Lélia Pereira Leocádio, fisioterapeuta.

Etapas
E para oferecer aos seus colaboradores uma melhor condição de trabalho, o Hospital Orthomed Center desenvolve um programa de ergonomia com seus colaboradores. Criado há alguns anos, o projeto foi recentemente aprimorado e atende, em média, mais de 40 funcionários que trabalham no local. “É muito simples. Dividimos o planejamento em partes, que são essenciais para a descoberta da aplicabilidade das atividades no sistema. A primeira etapa (que já foi realizada) consiste no oferecimento de materiais adequados ao desenvolvimento das atividades que cada colaborador pratica. A segunda etapa preza o ensino e orientação do uso correto destes equipamentos e a terceira é a inclusão de exercícios específicos na rotina do colaborador, para que ele otimize a prática de suas ações no hospital”, explica Lélia.

Para Paula de Andrade Galdino, recepcionista do hospital, a ação só tem trazido resultados positivos e o trabalho de reposturamento conseguiu diminuir a incidência de dores e torcicolos no setor em que trabalha. “Tínhamos uma postura que colaborava para o aparecimento de dores frequentes e com esse projeto percebemos que o apoio de pés, a posição do computador e muitas outras coisas influenciavam na produtividade. Após a implantação do sistema de ergonomia, o pessoal parou de reclamar desses antigos sintomas e passou a produzir melhor. Estamos satisfeitos com a melhora significativa. É um projeto muito importante e que dá um vigor a mais a todos nós”, conta.

Economia
O interessante é perceber que projetos como este são essenciais para a melhoria na vida do funcionário. De acordo com a fisioterapeuta, se as empresas inserissem este tipo de atividade em sua rotina, teria colaboradores muito mais ativos e produtivos, uma vez que as companhias e a Previdência têm um gasto anual bilionário com o pagamento de benefícios acidentários e que podem ser prevenidos com ações simples e baratas. “Todos saem lucrando ao fazer uso dessa ciência. A empresa ganha a satisfação de ter um colaborador sempre disposto e isso se traduz em um aumento notório no rendimento. Além do mais, o colaborador passa a trabalhar com essas adequações e diminui as queixas de dores que podem estar relacionadas ao trabalho”, finaliza Lélia.


29/10/2008
Janaína Sorna
Serifa Comunicação - Assessoria de Imprensa Hospital Orthomed Center
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