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terça-feira, 23 novembro, 2010 23:56

Célula-tronco agiliza cicatrização de queimadura grave

Marcos Santos
Células-tronco também diminuem outros efeitos causados por queimaduras graves

Felipe Maeda Camargo | Agência USP

A célula-tronco mesenquimal, que vem de um precursor da medula óssea, acelera cicatrização de feridas geradas por queimaduras graves, conforme constatado por pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. O estudo utilizou as células-tronco em ratos que tinham queimaduras de terceiro grau em aproximadamente 40% da superfície corporal queimada.

No teste, houve ratos que receberam as células e os que não receberam, sendo que ambos tinham sofrido queimaduras. Enquanto no segundo grupo os animais tiveram uma porcentagem de cicatrização de 80%, 60 dias após a queimadura , no primeiro grupo quase todos tiveram 100% da superfície queimada cicatrizada nesse período.

“O efeito se deve ao uso das células-tronco mesenquimais, que são responsáveis por gerar tecidos da linhagem mesodérmica, como osso, cartilagem, músculo e derme”, explica a bióloga Carolina Caliari Oliveira, autora da pesquisa.

Ela comenta que ainda não se sabe exatamente como a célula atua no corpo de modo a agilizar a cicatrização. Uma das hipóteses está relacionada a um dos efeitos que a célula ocasiona. Carolina percebeu que os animais tratados apresentaram maior quantidade de tecido de granulação (tecido provisório que é formado quando há alguma lesão) e de vasos sanguíneos na região queimada após o tratamento, o que pode ajudar na cicatrização.

Além da cicatrização mais rápida, os animais tratados também apresentaram melhorias quanto a outros efeitos de queimadura grave. “A queimadura dessa gravidade comumente causa efeitos sistêmicos como hipermetabolismo e a Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS), que é uma inflamação exagerada. Em um segundo momento, o grande queimado desenvolve imunossupressão sistêmica, que diminui a resposta imunológica do paciente, deixando-o sujeito a infecções graves”, aponta Carolina. A bióloga explica que a célula mesenquimal pode ser capaz de suprimir a resposta imunológica exagerada num primeiro momento, ajudando a controlar a SIRS

Além disso, no estudo se observou que no sétimo dia após a queimadura os ratos tratados mantiveram o equilíbrio de células do sistema imunológico. Segundo Carolina, a manutenção do equilíbrio entre as células TCD4 e TCD8, ambos linfócitos, é importante para um bom prognóstico do paciente queimado. “Após queimaduras graves, a quantidade de linfócitos TCD8 pode aumentar consideravelmente, o que não é bom para o paciente. As células mesenquimais podem ter auxiliado no equilíbrio original deles, com mais TCD4 e menos TCD8”.

 
cedida por Carolina Caliari Oliveira
 
   
  As células mesenquimais foram obtidas de medula óssea de ratos. A imagem mostra as células estudadas  
     

Tratamento
As células-tronco mesenquimais usadas advieram de medulas ósseas de camundongos, as quais foram cultivadas em laboratório. Elas são colocadas em placas de cultivo feitas de plástico. Quando cultivadas em um meio de cultura especial, após alguns dias e certos procedimentos, somente as células mesenquimais aderem ao plástico das placas de cultivo. Depois, aplicam-se com uma seringa as células-troncos mesenquimais ao redor das regiões queimadas.

A pesquisa fez parte da dissertação de mestrado de Carolina pela FMRP, sob orientação do professor Júlio César Voltarelli. A bióloga destaca que seu estudo foi o primeiro a testar as células mesenquimais em modelo experimental de queimaduras graves. Sobre a aplicação em seres humanos, ela comenta que “o modelo experimental não é perfeito, mas é a melhor ferramenta que dispomos para mimetizar o que acontece com seres humanos”.

A biologa pretende dar continuidade ao seu estudo em seu doutorado pela FMRP. “A ideia agora é utilizar células mesenquimais de seres humanos, que podem ser obtidas da veia do cordão umbilical e do tecido adiposo”.

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