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Quarta-feira, 30 julho, 2008 19:15

Parceria entre estados cria entreposto em Uberlândia

 
 
  Nilse Martins / Gazeta de Uberlândia  
   
  O governador Eduardo Braga faz pronunciamento  
     

Uberlândia, no Triângulo Mineiro, é o mais novo município brasileiro escolhido para sediar um entreposto da Zona Franca de Manaus.

O protocolo de intenções para a instalação do chamado cluster logístico foi assinado, nesta quarta-feira (30), pelos governadores Aécio Neves e Eduardo Braga, do Amazonas, em solenidade realizada em Uberlândia.

O entreposto funcionará como um grande armazém para recebimento da produção das empresas instaladas na Zona Franca e distribuição aos varejistas de todo o país ou mesmo para exportação.

Segundo o governador Aécio Neves, a definição de Uberlândia como sede do novo entreposto vai alavancar ainda mais o desenvolvimento regional e de Minas Gerais, uma vez que o Estado passará a ser maior distribuidor dos produtos fabricados na Zona Franca de Manaus. Ele ressaltou também a importância de Minas como pólo atacadista. Das 20 maiores empresas atacadistas distribuidoras do Brasil, 10 estão localizadas em Minas. Para o governador, a instalação do armazém contribuirá para abertura de novos postos de trabalho em Minas.

"É um estímulo imenso ao desenvolvimento do Triângulo e de Minas. Os efeitos dela vão além da cidade de Uberlândia, porque Minas passa a ser o mais importante pólo distribuidor dos produtos fabricados na Zona Franca. Representamos cerca de um terço do setor atacadista de todo o Brasil, o Triângulo. E isso significa que estaremos levando esses produtos não apenas para o resto do Estado, mas para o Centro-Oeste, São Paulo e outras regiões do Sul do país. Do ponto de vista de geração de empregos, há um extraordinário incremento de emprego em Uberlândia e no Triângulo Mineiro e, até mesmo do ponto de vista de receitas, através dos fretes que serão incorporados à receita do", afirmou Aécio Neves, em entrevista.

Mais emprego e renda

O governador afirmou que o Estado experimenta um momento histórico de crescimento. O número de trabalhadores com carteira assinada no Estado, nos primeiros cinco meses do ano, cresceu 4,6%, percentual maior que a média brasileira, que registrou expansão de apenas 3,6%. O governador disse que o avanço do emprego formal se deu, principalmente, nas cidades do interior e que a instalação do entreposto dará um impulso ainda maior a geração de emprego e renda em Minas Gerais.

"Estamos vivendo em Minas Gerais um momento único. Na última semana, foram divulgados dados que, pela primeira vez, mostraram que o emprego no interior de Minas, no primeiro semestre de 2008, ultrapassou o emprego no interior de São Paulo, algo jamais pensado pelos mais otimistas mineiros. Empregamos cerca de 63.500 trabalhadores formais, de carteira assinada, no primeiro semestre deste ano, contra 62.000 de São Paulo, falando apenas de interior. Estamos num processo de aquecimento da nossa economia e de definição das nossas vocações. O Triângulo Mineiro é a região que mais tem recebido investimentos e mais empregos tem gerado", afirmou o governador.

Aécio Neves afirmou que o aumento de empregos formais é resultado do bom desempenho da indústria mineira. "Esse entreposto se incorpora a Minas Gerais no momento em que o Estado apresenta indicadores de crescimento em todos os setores, na indústria, na agricultura e nos serviços muito além daqueles que o Brasil tem apresentado. De janeiro a maio, comparativamente ao mesmo período do ano passado, a indústria mineira cresceu 6,7%, enquanto a indústria nacional ficou próxima de 6,2%", destacou o governador, em seu pronunciamento.

Pólo álcool-químico

Aécio Neves também anunciou que o governo mineiro está finalizando entendimentos para a criação de um importante pólo álcool-químico na região do Triângulo Mineiro. Os investimentos podem chegar a US$ 2,5 bilhões.

"Estamos vencendo os últimos obstáculos para criarmos aqui no Triângulo Mineiro o maior pólo álcool-químico do país, através de entendimento com a Dow Química, uma grande briga com o Estado de São Paulo, uma briga ainda em andamento, mas que estamos vencendo já na sua última etapa e que significarão mais US$ 2,5 bilhões investidos nessa região para que aquilo que estamos chamando de plástico verde", disse ele.

Logística

O governador do Amazonas, Eduardo Braga, disse que Uberlândia foi escolhida como sede do entreposto em razão da sua localização estratégica. Disse também que a malha viária que liga o município às principais regiões do país também influenciou.

"Além das vantagens geográficas de Uberlândia, pela posição geográfica que ela possui, tem as questões de logísticas. Uberlândia é servida por uma bela malha rodoviária. Tem a proximidade da parte Sul do Estado de Minas e do Norte do Estado de São Paulo, a questão também dos próprios Sudeste e Nordeste que poderão ser assistidos a partir de Uberlândia, além da característica do pólo atacadista que está localizado aqui. Por todas essas sinergias, é importante para estarmos presentes aqui", afirmou Braga.

Também pesou a favor de Uberlândia a presença do Porto Seco do Cerrado, no Distrito Industrial da cidade, com infra-estrutura para atender importadores e exportadores. O porto permite que o recolhimento dos custos fiscais de importação seja feito apenas no momento de sua efetiva retirada do local. Os exportadores contam com a vantagem de acompanhar o desembaraço das cargas nas proximidades de suas instalações, dispensando o uso de despachantes no porto.

Pólo de distribuição

Com o cluster logístico, Uberlândia passará a receber produtos industrializados na Zona Franca para depósito em armazém geral, destinados à comercialização em qualquer ponto do território nacional ou mesmo para exportação. Os produtos chegarão ao entreposto como uma simples remessa e, ao serem faturados em Uberlândia, a indústria não perderá o benefício fiscal que tem em Manaus.

Para as empresas instaladas na Zona Franca, a vantagem de fazer parte de um entreposto é o adiamento do pagamento de tributos. O recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ao Governo do Amazonas só é feito quando os produtos chegam à base. O Estado que recebe o entreposto fica com o ICMS sobre o transporte da mercadoria, além, é claro, dos empregos gerados pela instalação de empresas de logística na região.

Zona Franca

Criada em 1957, como área de livre comércio para desenvolver a Amazônia Ocidental, a Zona Franca de Manaus rapidamente se tornou um pólo de intensa atividade comercial e industrial, garantindo incentivos fiscais nos âmbitos federal, estadual e municipal. O Pólo Industrial de Manaus abriga atualmente cerca de 500 empresas, que juntas faturaram US$ 25,6 bilhões em 2007, um recorde da Zona franca. O valor foi 12,3% maior que o registrado em 2006.

da Agência Minas | Colaborou: Ademir Reis / Gazeta de Uberlândia

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