segunda-feira, 8 agosto, 2011 23:47
Obras
de revitalização do Rio São Francisco
ganham impulso em Minas
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Divulgação/Ruralminas |
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Serão
construídas 8,6 mil bacias de captação
de água de enxurrada |
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O Programa de Recuperação
de Sub-Bacias Hidrográficas Formadoras dos Afluentes
Mineiros do Rio São Francisco contará, no
segundo semestre deste ano, com a implementação
de 15 novas obras, envolvendo 345 nascentes e construção
de 270 quilômetros de cercas no entorno de matas ciliares.
O programa prevê
ainda a construção de 8,6 mil bacias de captação
de água de enxurradas, 744 quilômetros de terraço
em nível, além da readequação
de 133 quilômetros de estradas com enfoque ambiental.
Executado pelo Governo do Estado,
por meio da Fundação Rural Mineira (Ruralminas)
e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão
Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), o programa
foi iniciado em 2008, com previsão de, em quatro
anos, abranger 220 municípios mineiros, 11 cidades
na Bahia e duas no estado de Goiás. A previsão
da Ruralminas é de que, nesses quatro anos, sejam
investidos R$ 56,5 milhões na construção
de 61 mil bacias de captação de água
das chuvas, readequação, com enfoque ambiental,
de 1,2 mil quilômetros de estradas vicinais, proteção
com cercamento de 1,1 mil nascentes e mil quilômetros
de matas de topo e ciliares.
Os recursos aplicados no programa
são provenientes de convênios firmados pelos
governos Estadual e Federal, envolvendo os ministérios
do Meio Ambiente e Integração Nacional, por
intermédio da Agência Nacional das Águas
(ANA) e da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São
Francisco e Parnaíba (Codevasf). Neste ano, os municípios
contemplados com as obras em Minas Gerais são: Arinos,
Bonfinópolis de Minas, Buritizeiro, Cabeceira Grande,
Dom Bosco, Formoso, Ibiai, Ibiracatu, Itacarambi, Januária,
Jequitaí, Juvenília, Lagoa dos Patos, Lontra,
Manga, Montalvânia, Natalândia, Pedras de Maria
da Cruz, Pintópolis, Riachinho, São João
das Missões, Unaí, Uruana de Minas e Urucuia.
O presidente da Ruralminas, Luiz
Afonso Vaz de Oliveira, destaca que “a erosão
é o principal processo que remove os nutrientes depositados
no solo após o desmatamento. As perdas são
intensas nas condições de alta pluviosidade.
Por isso, são importantes as práticas de conservação
do solo”. Ele ainda explica que “reter as enxurradas,
alimentar minas e nascentes por meio dos lençóis
subterrâneos e ainda reduzir o assoreamento de rios
e nascentes são técnicas fundamentais, levando-se
em conta que o solo é um dos recursos naturais mais
importantes para a qualidade de vida das pessoas e sua degradação
é um problema. Isso porque, além de causar
danos no próprio sistema ambiental, provoca prejuízos
socioeconômicos”, observa.
O presidente da Ruralminas alerta
que Minas Gerais dispõe de recursos hídricos,
mas precisa “planejar a gestão desses recursos
para reter a água e disponibilizá-la para
os produtores rurais e demais segmentos da sociedade. É
preciso investir em uma vegetação capaz de
amortizar os impactos da chuva, impedindo a formação
dos processos de erosão”.
O gerente de Estudos e Projetos
da Ruralminas, Antônio de Pádua Pereira, enfatiza
que nos últimos três anos, 58 sub-bacias já
foram beneficiadas pelo Programa de Recuperação
dos Afluentes Mineiros do Rio São Francisco. Elas
estão localizadas nas regiões Centro, Norte
e Noroeste do Estado. Ele avalia que “o trabalho implementado
proporcionará benefícios para a bacia do São
Francisco como um todo, visto que as ações
envolvem regiões localizadas desde a nascente até
a divisa de Minas Gerais com a Bahia”.
Educação
Ambiental
Na avaliação
de Antônio de Pádua, além do impacto
positivo aos municípios envolvidos nas ações,
o Projeto de Recuperação de Sub-Bacias Hidrográficas
se constitui “num importante instrumento de educação
ambiental, atingindo diversos segmentos da população.
Prefeitos, secretários e funcionários de prefeituras
estão sendo orientados sobre as técnicas mais
adequadas para recuperação de estradas vicinais,
evitando que os rios, nascentes e pequenos cursos d’água
continuem sendo assoreados. Além disso, produtores
rurais também têm sido orientados sobre a necessidade
de preservação das matas ciliares”,
destaca o gerente da Ruralminas.
via Agência
Minas